Empresa de valores no Bairro Atrás da Banca tira sossego de moradores e gera aborrecimentos

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Há mais de oito anos os comunitários da Rua Dária de Souza, no Parque Bandeirantes – ou Bairro Atrás da Banca -, na área central da cidade, não sabem o que é ter uma rotina de sossego. O motivo se deve a uma empresa de valores, a Preserve, que se instalou no local desde então. De lá para cá, as dores de cabeça da vizinhança só aumentam. Quem relata os transtornos é uma das comunitárias, Ana Rosa, que mora no bairro há 34 anos. Outros familiares dela, inclusive, são seus vizinhos. Segundo ela, um dos problemas é o fato de a empresa, além de ser uma transportadora de valores, também guardar numerário, já que possui tesouraria. Ana diz que os moradores se sentem inseguros por conta disso.

“Essa é uma rua predominantemente residencial. Então, ficamos expostos a riscos de morte”, afirma. Ana lembra que a Preserve já foi alvo de uma tentativa de assalto, há alguns anos, quando policiais federais abordaram os supostos criminosos na esquina da rua. Mas a comunitária elenca outras situações incômodas causadas pela presença da empresa no local.

Uma delas é o movimento, durante o dia e à noite, dos carros-fortes da empresa. “Eles fecham a rua, ninguém pode sair de dentro de casa porque eles estão no procedimento de entrar e sair com os malotes de numerário, e usam armas de grosso calibre”, conta. “Fora a poluição sonora causada pelo alarme, e a poluição do ar, porque eles ligam praticamente todos os carros ao mesmo tempo e ficam em fila”, completa. Ela também acredita que os funcionários da empresa estejam submetidos a condições precárias de trabalho, já que no intervalo da jornada o almoço e descanso dos mesmos é improvisado, numa calçada de frente à rua. Ana lembra ainda de um funcionário da Preserve que se feriu acidentalmente com um tiro, quando manobrava sua arma (o fato foi, inclusive, registrado pelo Blog).

“Até hoje ele está de licença-saúde porque não tem mais condições de trabalhar. Meu medo é que um de nós também possa ser atingido acidentalmente. Será que vamos ter de esperar isso acontecer?”, indaga.

Prejuízos

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Há ainda, segundo Ana, os prejuízos materiais. Um dos vizinhos dela já teve a calçada quebrada várias vezes devido ao tráfego dos veículos da empresa, e teve de tirar do próprio bolso para consertar os estragos. Há poucos dias a comunitária também sentiu na pele o mesmo aborrecimento. Por conta de uma reforma pela qual a empresa está passando, os restos de material de construção deixados na frente da Preserve provocaram um incidente.

O condutor de um dos carros-fortes, ao desviar dos entulhos, atingiu a lateral do veículo de Ana, que estava estacionado em frente a casa dela. “Fui conversar normalmente sobre o ocorrido, mas um engenheiro da empresa, que veio do Recife, me ironizou dizendo que o meu carro estava parado onde não devia. Talvez se aproveitando da minha condição de mulher, ele tentou me intimidar”, contou. Indignada, Ana garantiu que vai acionar a Preserve junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). “Chegamos ao limite”, desabafa. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Preserve, na capital pernambucana, que se comprometeu em repassar as demandas para a diretoria do grupo.

1 COMENTÁRIO

  1. Todas as informações são veridicas, pois sou vizinho desta empresa. Petrolina é contraditoria. Como uma cidade que cresce tanto e se destaca em tantos setores, permite e autoriza o funcionamento de uma empresa dessa natureza numa área residencial expondo seus moradores a tudo que foi descrito acima? As pessoas que “coordenam” as operações não fazem nada para minimizar os problemas que causam e tentar pelo menos conviver de forma mais agradável com a vizinhança. Parece que nós estamos no lugar errado.

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