Embargo a frango brasileiro pode diminuir preço do produto no país

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Após a União Europeia suspender a compra de frango de 20 frigoríficos brasileiros, os consumidores internos poderão notar uma diferença substancial nos preços. Para entender melhor os reflexos dessa situação, entidades ligadas ao setor explicam o que pode acontecer com um dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O especialista salienta que o governo brasileiro terá que se esforçar para contornar a situação.

“Acredito que vamos ter que gastar um pouco mais de saliva, em conversas e explicações. Porque como já é uma terceira fase, foram aprofundadas as investigações e foram descobertos novos problemas. A bronca e a punição vêm maiores. E para se justificar uma nova reabertura, a resposta precisa ser muito forte, concisa e rápida. Mas leva-se esse tempo, o que é natural.”

Cerca de 130 mil famílias no Brasil dependem da avicultura para sobreviver.

Os reflexos disso para o consumidor, segundo as previsões do Cepea e CNA, é de queda dos preços nos supermercados. No entanto, as instituições destacam que essa tendência deve ser mantida a curto prazo, pois se permanecer por muito tempo, causará danos a economia.

A decisão da União Europeia vem após a deflagração da terceira fase da operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, e batizada de “Trapaça”. Nela, a PF constatou que alguns frigoríficos brasileiros fraudavam os resultados de exames e testes para a presença da bactéria da salmonela, que está presente na flora intestinal do frango, e que, em alguns casos, pode causar a morte em humanos.

Como consequência, o bloco europeu resolveu barrar nesta semana a compra de frango de 20 frigoríficos do Brasil. Destes, 12 pertencem a BRF, maior empresa de proteína animal processada do mundo, dona de empresas como a Sadia e Perdigão. (Por Raphael Costa)

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