Em entrevista ao Talk Show do Blog, Alcymar Monteiro fala sobre trajetória musical e não foge de polêmicas

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O cantor e compositor Alcymar Monteiro, conhecido como o “Rei do Forró, foi o entrevistado do Talk Show do Blog desta sexta-feira (23). Além de música, ele falou sobre política, religião e não fugiu de questionamentos polêmicos. Alcymar tem 35 anos de carreira, já gravou mais de 1.500 canções, é dono de voz marcante e inconfundível, considerado um dos maiores intérpretes do forró brasileiro.

Durante a entrevista, ele fez questão de defender o autêntico forró e disse que sua maior escola “foi ter cantado na noite”. Alcymar também disse que aprendeu muito ouvindo o rádio, principalmente Luiz Gonzaga. Sobre as mudanças dentro da linguagem do forró, ele disse que muitos se aproveitam apenas para ganhar dinheiro e afirmou que a “o maior crime que você comete contra uma pessoa é forçá-la a ouvir aquilo que ela não quer ouvir.

Questionado sobre as polêmicas que ele se envolveu recentemente, relacionadas a outros estilos musicais, ele disse que só fala o que pensa. “Eu só defendo uma coisa que me pertence. Eu tenho coragem de botar a cara na janela para levar porrada, de dizer aquilo que penso. O maior crime que essa gente cometeu foi falar mal de mulher em música. A mulher é o que há de mais puro na família”, criticou.

Alcymar também disse que muitos artistas compram espaço para aparecer na mídia e, por isso, ficam famosos. Ele tachou de “porcaria” o que muitos artistas cantam. “Você não vê novos artistas do meu gênero porque os lacaios compraram os espaços na mídia e empurram essa porcaria no povo. Você pode até gostar, mas você sabe que é uma porcaria. Compra todos os espaços, sobe no palco um cara que você nunca viu e cantando uma música que você não conhece, mas você está lá. Duvido que uma pessoa culta, inteligente vá num show que denigram as mulheres”, disparou.

Falta de educação

O cantor também disse que o governo tem culpa, pois não educa os brasileiros. Declarou, também, que não surgem mais cantores bons, e os que estão aí “ainda nos chamam de velhos e ultrapassados”. “Velho e ultrapassado é aquele que não compreende que os espaços são democráticos, são para todos”, disse. Alcymar Monteiro disse que, “de uns quinze anos para cá, a música brasileira está na UTI, e o médico que cuida dessa UTI não está de plantão”.

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