Em conversa com Haddad, Silvio Costa afirma que esquerda “precisa se reciclar” e mostrar que “não está torcendo contra”

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Foto: Ascom/divulgação

Vice-líder da oposição ao Governo Michel Temer (MDB) na Câmara Federal, o deputado federal Silvio Costa (Avante-PE) e o ex-candidato a presidente da República, Fernando Haddad (PT), reuniram-se em São Paulo (SP), na tarde da última quinta-feira (20), quando realizaram uma avaliação do processo eleitoral de 2018, no País, colocaram expectativas e fizeram projeções sobre o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

No primeiro encontro pós-eleições dos dois aliados -na residência de Haddad -, o deputado Silvio Costa afirmou que a esquerda brasileira “precisa se reciclar”, a partir de uma autocrítica da sua atuação e da abertura de um novo diálogo com o país. De forma clara, o deputado declarou que a esquerda precisa entender que “é necessário recuperar a capacidade de investimento” do Estado brasileiro para que as políticas de inclusão social sejam consolidadas e ampliadas.

A esquerda precisa mostrar que não está torcendo contra o país. Ela não pode permitir o avanço das políticas conservadoras, mas também não pode trabalhar para desestabilizar a economia“, disse Silvio. O deputado defendeu, na conversa com Haddad, que a esquerda – apesar de ser oposição a Bolsonaro – discuta o ajuste fiscal e a urgência das reformas que levem o país a vencer a crise econômica e a gerar os empregos que milhões de brasileiros hoje demandam. “Precisamos  ter coragem de votar a favor de propostas consequentes para o país. A esquerda tem que sair da política do quanto pior melhor“, alertou Silvio.

O professor e ex-candidato a presidente da República ouviu com atenção a avaliação e reconheceu a importância da abertura do debate sobre essas questões na esquerda brasileira. Nesse sentido, Haddad convidou Silvio para encontros mais frequentes a partir de 2019.

6 COMENTÁRIOS

  1. O cara tem razão. Primeiro porquê o povo será muito bem informado a respeito do comportamento da oposição, e se a esquerda passar e rejeitar projetos para o bem do país, com certeza não ficaremos com os braço cruzados, vamos para as ruas reagir. Daqui pra, frente a pauta deve ser os interesses do Brasil e não mais dos partidos e grupos interessados em obter o poder e se servir dele. PSDB E PT que se equivalem, passaram juntos 20 anos no poder e resultado; estamos todos em valas comuns. Já ficou demonstrado na prática que seus programas são obsletos, não funcionam e são incapazes de levar o Brasil a lugar de destaque no mundo em termos de desenvolvimento. O que temos são a dívida pública gigantesca na economia, na educação e na saúde estamos atrás de países insignificantes a nível mundial, e na segurança pública atrás de países em guerras. Chegou a hora de mudar tudo isso e o povo escolheu esse novo caminho. A esquerda vai ter que aceitar, quem quiser ficar na vida pública, vai ter que mudar de atitude ou então RUUUUUA.

    • Muito blá blá, o que o povo deseja realmente é que esse novo governo coloque o Brasil novamente na sexta economia mundial, gere 20 milhões de empregos com taxas de desempregados inferior a 4,5%, invista mais verbas em programas sociais e ao final deixe em caixa no tesouro nacional Reservas Cambiais de pelo menos 300 bilhões de dólares.

  2. A esquerda está atenta sim aos interesses do trabalhador e seus direitos. A direita toma posição esmagadora sobre a classe que leva o pais nas costas ( os trabalhadores). A esquerda não atrapalha e sim ajuda a direita a não extinguir nossos direitos. Vamos continuar a desenvolver e defender o socialismo democrático pautado na classe trabalhadora e não na direita que defende o capitalismo selvagem. Nós somos o Brasil e precisamos sim de avanços mas sem matar os trabalhadores, desejo ardente dos capitalistas no poder.
    Haddad representa mudança e resistência das mudanças democráticas e guardião dos direitos dos trabalhadores do Brasil.
    Lula livre!

  3. Falta a esquerda um político que fale a língua do povo. O Lula era esse cara, infelizmente está preso e idoso. Temos que mostrar aos povres, negros, homossexuais, índios, mulheres que o que está aí e contra qualquer movimento de inclusão do povo no poder. Então a linguagem e a aproximação com essas classes é fundamental. Dificilmente conseguida por um intelectual.

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