Em conferência da ONU no Marrocos, senador FBC defende energias renováveis e planejamento de ações em proteção ao meio ambiente

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Ao participar ontem (14) de diferentes painéis e debates durante o primeiro de dia de agendas na 22ª Conferência das Partes (COP-22) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima em Marrakech, capital do Marrocos (África), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) citou o exemplo da Alemanha e da União Europeia para reforçar o posicionamento dele em favor da ampliação das energias renováveis no Brasil e no restante do mundo. Segundo destacou o senador, o governo alemão planeja-se para encerrar a produção de energia à base de combustíveis fósseis, até 2050.

Este é um exemplo interessante. E, no Brasil, precisamos começar, imediatamente, a enfrentar discussões que já estão colocadas em debate”, analisou o senador, em referência à ampliação das chamadas “energias alternativas” na matriz energética brasileira. “As contribuições que o nosso país pactou em Paris (durante a COP-21, ano passado) têm desdobramentos importantes na matriz enérgica e na economia nacional”, acrescentou Fernando Bezerra. Nesta segunda-feira, o senador participou de painéis conduzidos por autoridades da Alemanha e da União Europeia ligadas ao setor de meio ambiente e também pelo secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, Everton Lucero.

Um dos principais painéis de hoje – “Tornando as NDCs uma realidade: o papel da energia renovável em manter o limite de 1,5ºC” – destacou temas como Biocombustíveis, Energias Renováveis e o chamado “Redd+” (do inglês Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation, que em português significa “Redução de emissões decorrentes do desmatamento e da degradação de florestas”) – um novo debate relacionado à economia sem carbono. Ainda ontem o senador participou de reunião coordenada pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, com a delegação brasileira que participa da COP-22, cujo tema principal é a implementação de ações de “Redd+” no Brasil.

Protagonismo

Esta é a segunda vez consecutiva que Fernando Bezerra – relator da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional – participa da Conferência da ONU como um dos principais representantes do Parlamento brasileiro. O objetivo central da COP de Marrakech é a regulamentação do “Acordo de Paris”, firmado durante a COP-21 ano passado, na França, e que entrou em vigor no último dia 4. A meta principal do Acordo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar a elevação da temperatura do planeta em no máximo 2ºC, até 2050.

Além de FBC, que em 2015 presidiu a CMMC – participam da COP-22 os senadores Jorge Viana (PT-AC), Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Pelo Executivo, o Brasil é representado, principalmente, pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Agricultura, Blairo Maggi. Iniciado oficialmente no último dia 7, o encontro mundial da ONU sobre clima vai até a próxima sexta-feira (18).

Metas brasileiras

Ano passado, em Paris, Fernando Bezerra defendeu, entre outras medidas, que as energias renováveis cheguem a 25% da matriz energética brasileira, até o ano de 2030. Pela meta do governo federal apresentada durante a COP-21 – contida na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC/Brasil) – o percentual de participação das energias renováveis (sem considerar a hidrelétrica) na matriz energética nacional chegará a 23%, em 2030. FBC acredita que, a partir da ampliação das “energias limpas”, o governo brasileiro não só aumentará a oferta de outros tipos de energia à população – ao mesmo tempo, protegendo o meio ambiente – como também poupará a água dos reservatórios (atualmente, bastante utilizada na produção de energia hidrelétrica) para o abastecimento humano.

A proposta central da NDC/Brasil é que “o país, até o final deste século, envidará esforços para uma transição a sistemas de energia baseados em fontes renováveis e descarbonização da economia mundial, no contexto do desenvolvimento sustentável e do acesso aos meios financeiros e tecnológicos necessários para tal transição”. Entre as principais metas brasileiras, destacam-se o fim do desmatamento ilegal, o reflorestamento de 12 milhões de hectares de terra, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e a integração de cinco milhões de hectares, entre lavouras, pastagens e florestas.As informações são da assessoria do senador FBC. (foto/divulgação)

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