Em artigo, comerciante critica postura da Vigilância Sanitária de Petrolina

por Carlos Britto // 24 de julho de 2013 às 19:28

Chateado com as frequentes inspeções realizadas pela Agência de Vigilância Sanitária de Petrolina, o comerciante Célio Cruz faz um desabafo recheado de críticas – construtivas, diga-se de passagem – ao órgão municipal. Proprietário de uma farmácia, Célio acredita que a agência deveria primeiro prestar um trabalho educativo, antes de aplicar multas e taxas.

Confiram:

{E9775~1Britto, também sou proprietário de uma pequena farmácia e venho através de seu Blog externar minha indignação com as chamadas “inspeções” da Vigilância Sanitária de Petrolina, visto que também acabei de receber uma visita deles, a saber:

1- Há muito a V.S. age como inimigo do comerciante farmacêutico, e suas inspeções servem tão somente para, se possível, fazer-nos encerrar nossas atividades, pois o ramo farmacêutico, até então tão viável e lucrativo, foi inviabilizado nos últimos anos, dado o excesso de normas, exigências, multas e a monstruosa sobrecarga de impostos e taxas que nos exigem pagar;

2- Eles exigem farmacêuticos em expediente de 6 e 8 horas, mesmo sabendo que não há desses profissionais disponíveis no mercado, ou seja: tudo converge para apenas as grandes redes ficarem no mercado, pois nossa lucratividade e faturamento hoje nem chega perto do que fora um dia;

3- Nunca – repito, nunca – a Vigilância Sanitário de Petrolina, como órgão consultivo, prestou-nos o favor de nos visitar com orientações, conselhos e dicas de como melhorar nossos serviços. Particularmente sinto-me, em suas visitas, como um bandido que tem algo a esconder, pois a todo tempo somos tratados de forma grosseira por alguns arrogantes funcionários dessa agência, que a todo momento procuram apenas formas de nos punir, por mais que estejamos corretos em nosso proceder;

Espero que eles revejam sua postura impiedosa no trato conosco, que somos apenas auxiliares do povo, em uma de suas necessidades mais urgentes: a saúde. Mas fica aqui minha indignação e protesto contra tal órgão, para que mude seu proceder, para quem sabe no futuro o tenhamos como parceiros de nós, sofridos empresários farmacêuticos, não como inimigos.

Célio Cruz/Comerciante

Em artigo, comerciante critica postura da Vigilância Sanitária de Petrolina

  1. Orlando disse:

    Sou profissional da área de saúde e acho que as investigações ainda sao poucas nas farmácias da Região, pois praticam diversas irregularidades : desrespeitam o receituario medico – trocam todas as receitas por produtos sem nenhuma credibilidade visando lucro, vendem anti-biótiicos sem receita, substituem por genéricos que segundo RDC da ANVISA é proibido se o medico colocar marca, sem ser o referencia, divulgam em rádios produtos com inúmeras indicações sem nenhum estudo, vendem Pramil, Citotec etc, se levar aí pé da letra quase todas seriam fechadas e os proprietários presos.

    1. SOUZA disse:

      ORLANDO TEM CERTEZA QUE VOCÊ É DA SAUDE? LEIA A RDC AI VC PODERAR FALAR ALGO E ME MOSTRE ONDE ESTAR ESCRITO LÁ QUE É PROIBIDO SUBISTITUIR O MEDICAMENTO DE REFERENCIA POR GENERICO E OUTRA VOCÊ DEVE SER UM DOS QUE QUANDO NÃO TEM RECEITA FICA PEDINDO PELO AMOR DE DEUS PARA TE VENDEREM UM REMEDIO SEM RECEITA,DEIXA DE SER RIDICULO PALAHAÇO E OUTRA SE VC SABE QUAIS SÃO ESSAS FARMACIAS QUE VENDER PRODUTOS PROIBIDOS É PQ VC JA COMPROU LÁ PQ NÃO DENUCIA. TENHA RESPEITO PELAS PESSOAS E NÃO ABRA SUA BOCA PARA FALAR M…. PALAHAÇO

    2. Célio Cruz disse:

      Que punam APENAS os transgressores, nem todos vendemos Pramil, Citotec ou usamos de procedimentos ilícitos. É correto medir todos por baixo?? Que prendam, fechem, punam, mas os que merecem, não nós que fazemos o correto sermos tratados como estamos sendo.

  2. Cidadão disse:

    Vender remédio não é como vender roupa. Remédios tanto podem salvar quanto tirar a nossa vida. Da mesma forma que um alimento mal acondicionado que causa uma infecção intestinal, remédios mal acondicionados podem prejudicar em vez de ajudar. Por essa razão, nós cidadãos contamos com a vigilância sanitária para nos proteger. Se não fossem essas regras, o poder econômico iria se sobrepor e a gente é que paga o pato. Quanto à inexistência de farmacêutico, pague um salário decente (de 3000 em diante) que eles aparecem. Agora, se for pagar menos de 1000 reais como muitos querem, é lógico que não vai aparecer ninguém. Diminua a sua margem de lucro e aplique na sua farmácia. Garanto que se você estiver correto, ninguém vai lhe incomodar. Do contrário, é melhor que você feche. A sociedade ficará mais segura.

    1. SOUZA disse:

      NÃO FALE O QUE NÃO SABE AS FARMACIAS PAGAM O PISO SALARIAL QUE NÃO É 3000,00 E OUTRA SABE QUE VAI PAGAR O SALARIO VC QUE DEPOIS VÃO RECLAMAR DOS PREÇOS DOS MEDICAMENTOS, NÃO FALEM DO QUE VOCÊS NÃO ENTENDE. A VIGILANCIA SO SABE PEGAR NO PÉ DOS PEQUENOS DIGO ISSO COM CONHECIMENTO DE CAUSA.VÁ COMPRAR EM ALGUMAS FARMACIAS CHAMADAS DE REDE QUE VC VERA OS PROFISSIONAIS PERDIDOS SEM ENTENDER O RECEITUARIO. A POPULAÇÃO É MUITO BURRA MESMO APOIAR PEGAR NO PÉ DOS PEQUENOS ONDE A MAIORIA DE VCS VÃO PEDIR FIADO E ALGUM MEDICAMENTO SEM RECEITA. KD A VIGILANCIA NOS RESTAURANTES E LANCHONETES E HOSPITAIS,

      1. Cidadão disse:

        Você é o dono dessa farmácia irregular ou é daquela que foi fechada em Juazeiro? Tá parecendo que você está defendendo alguém.

        1. Snoop disse:

          E com muita falta de educação…

    2. Célio Cruz disse:

      “Vender remédio não é como vender roupa.” Por ter uma farmácia eu já sabia desse achado seu, mas valeu pela dica. Concordo que a função da vigilância é proteger o cidadão, mas não atacar o pequeno, você fala asneira quando fala sobre o poder econômico pois eu abordei justamente a tendência que tantas pressões e exigências estão favorecendo somente os tubarões do ramo farmacêutico e sufocando o micro-empresário. E, finalmente, pela sua sugestão salarial – 3000 em diante – ao farmacêutico – que poucos sabem, mas não querem cumprir expedientes, mas ganhar sem trabalhar na esmagadora maioria dos casos, 1000 reais é muito pelo que eles fazem, por não quererem cumprir expediente, eu concluo que você ou é um farmacêutico frustrado ou algum membro da referida vigilância que trabalha na área e não tem noção nenhuma das dificuldades de tal ramo. Repense seu pseudônimo de cidadão.
      PS: E eu não fecho, trabalho correto, pago meus impostos, vendo apenas o lícito, mas sim, continuarei a reclamar se continuarem a agir como agem conosco, primeiro a imprensa, depois as instâncias judiciais.

      1. Paola disse:

        Desculpe mas mil é pouco para toda a responsabilidade que se tem um profissional farmacêutico, dentro da farmácia, pois qualquer problema quem responde é ele. Quanto a não cumprir expediente, cada caso é um caso e a questão deve ser avaliada, e não acredito que se generalize a todos. se o profissional farmacêutico não faz mais é porque é esmagado pelo patrão que na maioria visa apenas lucros, e acaba se convertendo em mero atendente, pra mim deveria ser proibido leigos abrirem farmácia, o farmacêutico precisa ser valorizado..não é a toa que estudam tanto. Concordo quando diz q a ANVISA deveria orientar e dialogar, mas acho que deve rever seus conceitos quanto ao profissional da área, pois farmácia deveria ser um ambiente de saúde, eu como estudante de farmácia imagino um dia onde a farmácia será um local de consulta ao profissional do medicamento, onde os mesmos não fiquem expostos em prateleiras e que não se venda nada além de medicamento. Farmácia não é comércio!!!! é estabelecimento de saúde, a ficha não deveria ser do cliente deveria ser do paciente, onde além do que gastou, constasse também sua história clínica, seu problema de saúde..entre outros..se melhorou ou não etc. Fica a dica

      2. weylon disse:

        meu amigo, concordo com vc, mas não sou do ramo farmacêutico, e sim do ramo de sorvetes, e tenho essa mesma visão sobre a vigilância sanitária, e aliás a todos os órgãos públicos e leis criadas por esse país, o unico interesse deles é punir qualquer cidadão,e não pensam em momento algum em segurança e bem estar da população em geral.

  3. Nara disse:

    Não entendo essa turma desta agência, pois em alguns estabelecimentos eles jogam duro, são intransigente com coisas simples e outras eles nem fiscalizam. Aqui em Petrolina tem uma pizzaria pequena, não muito conhecida,que eu sempre ia, a pizza muito boa, mas depois que conheci a cozinha e os banheiros, fiquei horrorizada com a situação e condições de funcionamento e deixei de frequentar. Fiquei me perguntando como a Vigilãncia sanitária permite o funcionamento daquele estabecimento.

    1. Cidadão disse:

      Simples. Porque você não denunciou. A vigilância sanitária não é onipresente. Mas, se você denunciar, eles vão.

      1. Nara disse:

        Cdadão, Porque simplesmente não achei nenhum número pela internet, nem sei onde fica o local da agência.

      2. Leitora disse:

        Nem tanto, porque até no shopping, se vende comida estragada, eu denunciei duas vezes, e a loja continua firme e forte. Estou começando a acreditar que aqui também tem o mensalinho dos estabelecimentos, porque a vigilância só fiscaliza salão e farmácia. Se der uma fiscalizada boa nesses restaurantes e bares da cidade, conta-se nos dedos os que vão ficar aberto. Tanto é, que já nem me empolgo pra sair e comer fora, até saiu, mas prefiro comer em casa mesmo, é bem mais higiênico e seguro.

  4. Orlando disse:

    Para o Souza que desconhece a lei e certamente é um dos donos de farmácias que infringem a lei sao os trocadoras de receitas das farmacias segue : LEIA E APRENDA OU PESQUISE NO SITE DA ANVIDA :

    Intercambialidade entre medicamentos
    de referência, genéricos e similares
    Os critérios para prescrição e dispensação de medicamentos de referência, genéricos e similares estão dispostos nas Resoluções de Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no 16 e 17 de 2 de março de 2007.
    A Resolução RDC no 17/2007 aprovou o regulamento técnico para registro de medicamentos similares. Outras resoluções da Anvisa publicadas posteriormente acrescentaram informações e alteraram o texto original, o que tem gerado dúvidas desde então.
    A Resolução RDC no 51/2007 acrescentou ao texto da Resolução no 17 o capítulo “Critérios para prescrição e dispensação de medicamentos similares”, estabelecendo que medicamentos similares poderiam ser dispensados quando prescritos pelo nome da marca ou pelo nome genérico (item 2.1). Mais tarde, porém, este item foi modificado pela RDC no 53/2007 e passou a vigorar com a seguinte redação:
    2.1 A dispensação de medicamentos no âmbito do SUS
    Medicamento Genérico
    Medicamento Similar
    será feita mediante a apresentação de receituário emitido em conformidade com o disposto na Lei n.o 9.787, de 1999, e observará a disponibilidade de produtos no serviço farmacêutico das unidades de saúde.
    A leitura das resoluções citadas combinadas com a Resolução RDC no 16/2007 (que aprova o regulamento técnico para medicamentos genéricos), permite a compreensão dos procedimentos aplicáveis aos setores público e privado:
    NAS FARMÁCIAS PÚBLICAS:
    · A prescrição deve ser feita obrigatoriamente pelo nome genérico (Denominação Comum Brasileira ou, na sua falta, Denominação Comum Internacional);
    · Na dispensação será observada a disponibilidade de produtos.
    NAS FARMÁCIAS PRIVADAS:
    · A prescrição pode ser feita tanto pelo nome genérico quanto pela marca comercial;
    · Quando na receita constar o nome genérico poderá ser dispensado o medicamento de referência ou o genérico correspondente (conforme listas atualizadas periodicamente pela Anvisa);
    · O medicamento similar poderá ser dispensado quando constar na receita o nome da marca comercial do produto similar;
    · Caso o prescritor não aceite a substituição do medicamento de referência pelo genérico, ele deverá fazê-lo por escrito, de próprio punho e para cada medicamento prescrito.
    De acordo com o inciso XI do artigo 10 da Lei no 6437/1977, é considerado infração sanitária “aviar receita em desacordo com prescrição médica ou determinação expressa de lei e normas regulamentares”, com pena de advertência, interdição, cancelamento da licença e/ ou multa. Também o Código de Ética da Profissão Farmacêutica proíbe ao farmacêutico (artigo 13, início XV) “expor, dispensar ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente”.
    Medicamento de Referência

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  5. alexandre barack obamaa disse:

    A vigilância tem que trabalhar com igualdade, parar com perseguições.

    1. Elias Nunes disse:

      Alexandre Barack Obama, você esta totalmente equivocado, acredito que não se trata de igualdade ou perseguição, mas sim do que e certo ou errado. Se me permite você é aquele que fica ou ficava na entrada do gabinete do prefeito, colocado por Osvaldo Coelho. Conhecido por pedir por quem trabalha errado. Lamentável a sua postura, se a vigilância sanitária penalizou o estabelecimento é porque o mesmo não estava nos padrões desejáveis.
      Não existe essa do grande ou do pequeno, já presenciei a interdição de um restaurante no shopping a algum tempo atrás e tive notícias de outros estabelecimentos que sofreram sanções.
      Acredito sim, que a equipe assim como as demais fiscalizações é bastante pequena e sem apoio para dar conta de Petrolina, e necessitariam de um apoio maior em todos os níveis.
      Quanto a pizzaria que o cidadão mencionou, trabalho em um escritório de contabilidade e constantemente vou a vigilância sanitária dar entrada nos processos, você precisaria conhecer o setor a 06 anos atrás, era uma porcaria, hoje pelo menos somos tratados como gente.
      Já que você não consegue ligar para o telefone da prefeitura para pedir informações o número da VS é 3864-5243, liga para lá e aproveita e entrega para eles uma bola de cristal para ver se eles conseguem adivinhar o que esta acontecendo em Petrolina, já que vocês não denunciam.

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