Durante votação de reforma administrativa, Cristina Costa diz que governistas pegam ‘toco’ da prefeitura e Gaturiano se revolta: “Terá que provar”

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A reforma administrativa proposta pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), em sua equipe do primeiro escalão, acabou aprovada na sessão plenária de ontem (13) da Casa Plínio Amorim por 14 votos contra cinco, após duas votações. O projeto de lei  enviada em regime de urgência pelo prefeito, não teve o barulho esperado, mas a oposição não deixou de pontuar suas críticas, que revoltaram alguns governistas.

Além do líder da bancada, vereador Paulo Valgueiro (MDB), dizer que não daria “um atestado de enganação” se votasse a favor da matéria, sua colega da oposição, Cristina Costa (PT), foi ainda mais dura.

A vereadora, que tem feito seguidas declarações sobre a postura de Miguel em relação à Casa, disse mais uma vez que o gestor “trata o Legislativo como extensão da prefeitura”, determinado à sua base aprovar matérias enviadas “de última hora”. No caso da reforma, Cristina lamentou que isso novamente tenha ocorrido. O ponto de discórdia referiu-se à gratificação dos procuradores do município, a qual Miguel propôs regulamentar por meio de decreto. Cristina contestou a medida por ser inconstitucional, já que foi tomada no apagar das luzes na gestão do ex-prefeito Julio Lossio, também por decreto, sem modificar a lei. À imprensa, ela revelou ter, inclusive, apresentado emendas – as quais foram recusadas pelo atual governo.

Mas após Cristina declarar que há vereadores na Casa “recebendo dinheiro” do Executivo para aprovarem projetos sem sequer conhecerem seu conteúdo, o governista Gaturiano Cigano (PRP) se posicionou veementemente contra a colega de Legislativo. Indignado, ele disse que a acusação é grave e ela terá de provar. “Se tem uma pessoa que não depende de salário de vereador, essa pessoa está aqui referindo-se a ele próprio). Tenho a política como desafio, e não como sonho. Essa é uma acusação leviana”, desabafou Gaturiano, que chegou a propor uma comissão de ética para enquadrar Cristina. Outros governistas mantiveram o mesmo tom contra a vereadora – a qual, momentos depois, recuou das acusações e pediu desculpas.

Projetos  

Após duas votações, a reforma passou por maioria de 14 votos. Cinco vereadores da oposição – o líder Paulo Valgueiro, Gabriel Menezes (PSL), Cristina, Professor Gilmar Santos (PT) e Domingos de Cristália (PSL) – votaram contra. Outros quatro projetos de autoria do Executivo foram votados em bloco, na mesma sessão de ontem, e todos aprovados.

4 COMENTÁRIOS

  1. Até quando os demais vereadores vão permitir que essa senhora solte suas bravatas impunemente.
    A acusação é muito séria e atinge a todos os vereadores governistas (os 15 que aprovaram a reforma).
    Lembro que uma mentira repetidas vezes vira verdade. Ou, já é verdade?
    O tamanho e a qualidade das condutas tomadas pelos vereadores nos revelará.

  2. Olha qual o papel mesmo do vereador é discutir os projetos primeiro analisa se for benéfico para a população vota a favor se não for volta contra o que não pode acontecer é votar em troca de algo uma praça. Pavimentação ou cargos independentes que lado o lado é o povo

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