Durante prestação de contas na Casa Plínio Amorim, secretária de Saúde ouve mais elogios do que críticas

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Lucia GiestaAcostumada às críticas dos vereadores da Casa Plínio Amorim que têm marcado sua gestão, a secretária de Saúde de Petrolina, Lúcia Giesta, fez uma explanação, na manhã desta quinta-feira (13), no plenário do Legislativo, das ações de sua pasta em 2013. Mas, ao contrário do habitual, ouviu mais elogios do que críticas.

Lúcia começou destacando as despesas com o setor, registrados até o terceiro quadrimestre do ano passado, que atingiram R$ 109,83 milhões. Desse montante, R$ 32,96 milhões foram bancados pelos cofres municipais.

Entre vários assuntos, a secretária comemorou a redução da mortalidade infantil no município e a criação de um comitê com vistas a combater ainda mais o problema, com a ajuda dos governos estadual e federal. Lúcia ressaltou que os números da mortalidade infantil são preliminares porque o Ministério da Saúde só fecha o balanço após dois anos, mas garantiu que o óbito de recém-nascidos em Petrolina caiu.

A secretária citou ainda ações de prevenção ao câncer de mama e próstata, maior controle da dengue e distribuição de filtros na zona rural. Lembrou ainda que Petrolina é o município com maior número de atendimentos a servidores da rede.

Quanto à atenção básica, Lúcia também trouxe boas novas. “Temos 64,4% da população assistida pela atenção básica e 86,26% de agentes comunitários atuando no município”, informou.

Críticas

Mesmo nas críticas, os vereadores não pegaram tão pesado com a secretária. Os mais contundentes foram Manoel da Acosap (PHS) e Zenildo do Alto do Cocar (PSB). O primeiro cobrou explicações sobre o porquê da prefeitura manter um convênio com o Instituto Banco de Olhos, o qual não estaria realizando atendimentos a contento. Manoel também contestou as unidades de Atendimento Multiprofissional Especializado (AMEs) que ainda não saíram do papel, sendo acompanhado por Zenildo, o qual chegou a afirmar que os números apresentados por Lúcia “não condizem com a realidade”.

A secretária anotou os questionamentos dos dois vereadores e dos demais presentes à audiência, para responder a todos de uma só vez, conforme determinado pelo presidente em exercício, Ibamar Fernandes (PRTB). E, sem polemizar, explicou que em 2013 foram feitas 653 cirurgias de cataratas e realizadas 520 consultas/mês. Destas, 276 foram feitas pelo Instituto, enquanto outras 244 pela UPAE.

Sobre as AMEs, a secretária adiantou que seis delas já foram entregues, outras oito estão em vias de serem inauguradas, além de novas unidades que serão construídas nas zonas urbana e rural de Petrolina. Quanto aos recursos, também questionados pelos vereadores, ela informou que mais de R$ 4 milhões são provenientes do leilão realizado pela prefeitura, além do valor aprovado pela Casa proveniente da venda dos imóveis públicos. Neste último caso, no entanto, Lúcia lembrou que os clubes de bairro também estão embutidos no projeto. Outro ponto destacado pela secretária foi a contratação de médicos na rede de saúde, o qual colaborou para diminuir a demanda.

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