Dr.Pérsio Antunes argumenta que retorno ao grupo de FBC não passa por negociações de cargos no Governo Miguel Coelho: “Meu propósito é ajudar”

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Foto: Blog do Carlos Britto

Detentor de dois mandatos na Casa Plínio Amorim, o ex-vereador Dr.Pérsio Antunes foi pragmático ao justificar seu retorno ao grupo político do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). “Não vale a pena a gente ficar mudando de lado, porque quem muda de cor é camaleão. Um dia ele está de uma cor, outro dia de outra, para tentar se camuflar e sobreviver na situação dele”, declarou, em entrevista ao Programa Carlos Britto nesta segunda-feira (28), na Rural FM.

Dizendo-se “um profissional independente que vive do seu trabalho, não da política”, Dr.Pérsio argumentou ter entrado na vida pública “porque gosta e por ser provocado a fazer parte desse processo”. Ex-aliado de Julio Lossio (PSD), ele afirmou que prefere “não ficar olhando pelo retrovisor”, ao ser perguntado sobre o rompimento com o ex-prefeito.

Dr.Pérsio deixou claro não ter nada contra Lossio, mas admitiu um desgaste político com o ex-aliado que culminou com o rompimento. O ponto crucial remete-se a 2012, quando Pérsio (então reeleito para o segundo mandato) demonstrava já ter dado sua contribuição no Legislativo de Petrolina e pensava em voos mais altos. Lossio firmou compromisso com ele de que o apoiaria para deputado estadual em 2014. “Na sua última caminhada (reeleição de prefeito), ele disse publicamente na Vila Mocó que eu ficaria só dois anos na câmara porque seria seu deputado estadual”, lembrou.

Mas as coisas começaram a mudar em 2013, quando Dr.Pérsio foi destituído da presidência do diretório do MDB (antigo PMDB), no seu lugar assumindo a então primeira-dama Andrea Lossio. No ano seguinte, Lossio ratificou com Pérsio, mas condicionou seu apoio se ele subisse no palanque da presidente Dilma Rousseff (PT), que tentava a reeleição, e no de Armando Monteiro (PTB), que disputava contra Paulo Câmara (PSB) o Governo de Pernambuco. “Só que eu era do PMDB, e o PMDB tinha como vice (de Paulo) Raul Henry, que era o vice-presidente estadual do partido. Então, eu não poderia sair candidato numa chapa e apoiar outra”, lembrou.

Miguel

Sobre o senador Fernando Bezerra, Pérsio justificou ter ficado momentaneamente afastado, não rompido. Ele argumentou que, após a eleição de Miguel Coelho para prefeito (em 2016), decidiu dar um tempo na política para cuidar de compromissos profissionais, já que não foi convidado para ocupar uma posição estratégica no seu governo. “O prefeito foi governar e eu fui cuidar das minhas atividades”, disse.

Essa reaproximação ganhou força nas eleições do ano passado, quando o deputado federal Augusto Coutinho convidou Pérsio a sair a estadual, oferecendo a ele o Partido Solidariedade. Como a legenda é alinhada com o grupo de FBC, ele aceitou o convite. Mas, por motivos pessoais, decidiu não disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alepe).

Há cerca de duas semanas, Pérsio aceitou conversar com Miguel, em seu gabinete, e confirmou o retorno da aliança. Enaltecendo alguns amigos que tem no governo, os quais são também alinhados politicamente com ele, Pérsio reavivou a aliança com o grupo do prefeito. Ele deixou claro que sua decisão nada tem a ver com negociação por cargos. “Meu propósito é ajudar politicamente o grupo, para que o prefeito se reeleja e ele possa continuar o trabalho que vem fazendo em Petrolina. A gente tem de respeitar o trabalho de casa prefeito, porque Petrolina é o que graças aos políticos que passaram independente de alas políticas, de ser ou não Coelho”, ponderou.

Sobre o atual governo, Pérsio acredita que se as eleições fossem hoje, certamente Miguel renovaria seu mandato. A única dúvida, segundo ele, é se de fato seria no primeiro turno, mas pelos recentes números acerca de sua gestão, ele teria fôlego suficiente para liquidar de cara esse jogo. Já quanto a uma eventual candidatura em 2020, Pérsio afirmou que o assunto será discutido mais adiante com o prefeito, já que deixou recentemente o Solidariedade. “Lá para fevereiro ou março, quando as coisas começarem a se desenhar, a gente vai sentar e realinhar essa outra questão de partido e candidaturas”, completou.

4 COMENTÁRIOS

  1. Vai enganar o velho a Petrolina não,se não tem cargo de confiança vai atrás que tem coisas melhores,nunca vi aqui e nem um do mundo que político não tenha suas barganhas,se engana quem quer ou quem é abestalhado acredita em conversa mole de políticos derrotados.

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