Documentário retratando a história de “Nega Tonha”, uma das figuras mais emblemáticas de Juazeiro, será exibido em praça pública nesta quarta

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Nega Tonha. (Foto: Reprodução YouTube)

Mais uma edição do projeto Cine Diversidade será realizada nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES) de Juazeiro (BA). A edição faz parte das atividades alusivas ao ‘Julho das Pretas’ e homenageará “Nega Tonha” – uma das figuras mais emblemáticas de Juazeiro -, através da exibição do documentário ‘Meu nome é Nega Tonha’.

O Cine Diversidade acontece frequentemente em diversos espaços no município com o objetivo de utilizar a linguagem de cinema para difundir as principais ideias relacionadas a gênero, raça, identidade de gênero e sexualidade. De acordo com os organizadores, o objetivo é sensibilizar a sociedade quanto ao respeito às diferenças e individualidades do ser humano.

O documentário tem 10 minutos de duração e é uma produção de estudantes do Comunicação Social/Jornalismo em Multimeios da Uneb, sob orientação da professora Fabíola Moura. A exibição acontecerá na Praça da Avenida Flaviano Guimarães, às 19h, aberta a toda a comunidade.

Nega Tonha

Na década de 1990, em Juazeiro, surgiu uma figura emblemática no futebol amador local: “Nega Tonha”. Registrada como Antônio Carlos Alves dos Santos, desde cedo quebrou barreiras, quando decidiu que jogaria maquiado no meio dos homens. Sua carreira tem uma vitória importante, que vai muito além das quatro linhas do campo. No documentário os produtores decidiram mostrar sua relação com o futebol. Tonha é um dos poucos homossexuais assumidos que teve coragem de dizer “aqui também é meu lugar“. O futebol é um universo machista, mas Nega Tonha quebrou paradigmas.

2 COMENTÁRIOS

  1. bom dia Britto,
    Rapaz eu tive a oportunidade de jogar contra a nega tonha, e realmente uma figuraça, um grande Goleiro que chamava realmente muita atenção pelas suas grandes defesas e postura dentro de campo… que boa recordação…

  2. Estamos felizes pelo sucesso que foi esse curta metragem em homenagem a nossa querida Nega Tonha, eu (Márcio Reges), André Calixto, Giullian Rodrigues, Iara Bispo e Gabriel Marinheiro buscamos abordar esse tema porque no universo machista que é o futebol muitos homossexuais não tem coragem de assumir sua orientação sexual, Tonha se empoderou e conquistou seu espaço no futebol de Juazeiro e região.
    Agradecer a universidade do Estado da Bahia – Juazeiro, pelo apoio e a professora Fabíola Moura pelas orientações, e claro a lindíssima Nega Tonha!!!

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