Dizendo-se surpreso, Julianeli Tolentino aprova mobilização de lideranças baianas por implantação de curso de Medicina em Juazeiro

por Carlos Britto // 18 de julho de 2013 às 19:36

julianeli UnivasfO reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Julianeli Tolentino, se disse “surpreso” com a mobilização de lideranças políticas da Bahia em prol da implantação de mais um curso de Medicina na Univasf, que seria instalado em Juazeiro. O que não quer dizer que o reitor não veja a ideia com bons olhos. Pelo contrário.

Em entrevista ao Blog, na manhã de hoje (18), Julianeli destacou motivos irrefutáveis para aceitar a implantação do curso. O maior deles, certamente, é a atenção dada pela bancada baiana à universidade.

No ano passado, os parlamentares da Bahia conseguiram viabilizar uma emenda de bancada no valor de R$ 10 millhões, enquanto as bancadas de Pernambuco e Piauí – que tem cidades beneficiadas pela Univasf – não apresentaram emendas.

A situação fica ainda mais constrangedora para os pernambucanos, já que a sede da universidade fica em Petrolina, principal cidade do Sertão do estado. Julianeli destacou, no entanto, esforços “individuais e isolados” de Fernando Filho (PSB), Gonzaga Patriota (PSB), Fernando Ferro (PT) e Paulo Rubem Santiago (PDT). “Mas a bancada de Pernambuco, como um todo, ainda não teve a mesma atitude da bancada da Bahia, e não é a primeira vez”, informou.

Apoio

Em contrapartida, Julianeli não poupou elogios às lideranças baianas, a começar pelo governador do estado, Jaques Wagner (PT), o qual o ajudou a manter o Hospital de Urgências e Traumas (HUT) no momento em que mais precisou. “O caos poderia se instalar no hospital, o que afetaria inclusive o curso de Medicina. Mas o governador e o secretário (estadual de saúde) Jorge Solla nos ajudaram a recompor os medicamentos necessários ao funcionamento do HUT”, lembrou o reitor.

Julianeli ressaltou ainda que a emenda de R$ 10 milhões da bancada baiana será crucial para a aquisição de novos equipamentos para o Traumas – incluindo alguns de última geração, como um tomógrafo de 64 canais, no valor de R$ 1,2 milhão, e um aparelho de ressonância magnética nuclear, avaliado em aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Na manhã de ontem (17) o prefeito Isaac Carvalho encaminhou relatório ao MEC solicitando a instalação do curso, após reunião com os deputados Daniel Almeida (PCdoB), Alice Portugal (PCdoB), Zezéu Ribeiro (PT), Josias Gomes (PT), Jeziel, Zé Rocha (PR), Colbert Martins (PMDB), Amauri Teixeira (PT) e Valmir Assunção (PT). “Essa parceria (com Juazeiro), caso seja exitosa, como caminha para ser, só tende aumentar. E é o que queremos, porque o nosso papel é de contribuir para o desenvolvimento da região, ao lado de instituições como Uneb, Facape, IF e Embrapa”, ponderou o reitor.

Dizendo-se surpreso, Julianeli Tolentino aprova mobilização de lideranças baianas por implantação de curso de Medicina em Juazeiro

  1. Teódoro Jhonson disse:

    Reitor … quem manda lá é DOTOR Tédi, o vice. Além de manipulare o movementu do valeacordou deveria criar ovaledormiu e ele ce o chefe.

  2. Pedro disse:

    Lá vem Julianeli querendo gozar com a p dos outros, esse tomógrafo e a ressonância magnética não tem a menor participação dele.

  3. Pedro Lino disse:

    E depois vem secretário de saúde dizer que o problema é que vinha pessoas de outros estados pra ser atendidas. Enquanto o governo da Bahia mantinha o hospital em Petrolina. Que vergonha para os políticos de Pe

  4. paulo santos disse:

    OXE,
    AGORA MOSTRA QUE OS DEPUTADOS NÃO PRESTAM. DEPUTADOS COLOCAM SUAS EMENDAS NO QUE DÁ RESULTADO OS DE PE ACORDARAM. POIS, A UNIVASF ESTÁ PARALISADA, PARADA E SEM VISIBILIDADE. O VALE MORREU. OS PROFESSORES ACORDARAM, OS ALUNOS APÁTICOS É A MAIOR REJEIÇÃO DE UM GESTOR. FALA, FALA NÃO DIZ NADA. AQUI NÃO É POLITICA INTERIORANA ONDE SE PROMETE TUDO E NÃO FAZ NADA. TEM QUE FAZER REITOR. O TEMPO TÁ PASSANDO MAIS DE 1,5 ANO NO PODER. E AGORA??? NÃO DÁ PARA FICAR ENGANANDO…..

  5. Flávio Médico disse:

    Seria mais fácil, mais rápido e mais barato duplicar o número de vagas de medicina em Petrolina e aproveitar toda a infraestrutura de laboratórios, biblioteca, policlínica (que parece não terminar nunca!!), etc. E olha que todos os estudantes de medicina já atuam em Juazeiro durante o internato.

    Se esse reitor quizesse aumentava hoje mesmo de 80 para 100 o número de vagas do curso de medicina em Petrolina.

    É muita politicagem desse prefeito junto com o reitor que a Univasf arranjou.

    1. Pedro disse:

      Toda a infraestrutura inexistente? A expansão não traria nenhum benefício aos alunos, o melhor seria a redução ou no mínimo a entrada anual, o curso necessita de recursos que são negados pelo surpreso reitor dessa reportagem. O mesmo prefere devolver verba a investir no curso de medicina.

  6. Cidadão disse:

    O reitor age como um político, ou seja, quer agradar a todo mundo. Como se sabe, políticos não estão preocupados com a melhor destinação dos recursos públicos. Não se preocupam em fazer mais com menos. O importante é fazer obras que apareçam. O fato é que a Univasf já tem um curso de medicina em Petrolina. É fato também que esse curso passa por dificuldades (isso já foi notícia aqui nesse blog). Então, por que não pedir verbas para melhorar o curso já existente? Por que não ampliar a quantidade de vagas? Por que não pedir verbas para fazer um hospital de ensino decente? A separação por uma ponte não justifica jogar o dinheiro da nação no lixo. Afinal, o SUS é federal, e os pacientes podem passar de um lado para o outro.

  7. Sheldom Cooper disse:

    Se é para terem BAcharéis de Medicina em Juazeiro, BAsta transferir o Curso de Medicina para lá. Em Juazeiro já existem cursos de Engenharia (diversos), agora só é necessário passar para o campus de Juazeiro os Cursos de Psicologia, Educação Física, Medicina e Enfermagem (todos teoricamente da área de saúde). E aí não só terão o Curso de Medicina. Simples!!!

    Sheldom Cooper.

  8. Diêgo Santos disse:

    Não sou favorável que se abra um curso de medicina em Juazeiro, mas acho que essa universidade compartilhada gera vários imbróglios, e a tendência é cada cidade pólo, Juazeiro e Petrolina, terem suas próprias universidades federais. Não sei se seria possível, mas essa convergência de duas cidades com interesses particulares pode gerar essa dissociação. Acho que o prefeito deve se ocupar de resolver os problemas que ele não consegue resolver, como as obras paradas na cidade, e o caos que está se tornando Juazeiro. Prefeito, pára de posar de reivindicador de coisas para Juazeiro, e vá tocar as obras que ainda não começaram. Agora sobre a vinda do curso de Arquitetura, eu concordo. Acho até que deveria ter sido um dos primeiros.

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