Dhiego Serra se envolve em polêmica com estudantes da Univasf em Petrolina

por Antonio Carlos Miranda // 09 de outubro de 2026 às 07:43

Foto: divulgação

O vereador conservador Dhiego Serra (PL) foi o centro de uma grande polêmica nessa quinta-feira (8) no Campus Sede da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. Serra foi duramente criticado por um grupo de estudantes que faziam uma mobilização pró-Lula (PT) nas instalações da instituição.

O vereador arrancou cartazes afixados em defesa do presidente e contra o adversário dele, Flávio Bolsonaro, provocando a ira dos universitários. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Serra tenta alegar que se constitui em crime eleitoral fazer propaganda dentro de uma universidade pública.

Ao rebater a justificativa, uma estudante argumentou que o espaço é público. Em seguida, outro estudante chamou o vereador de “fascista” e gritou no ouvido do vereador que “a direita vai perder as eleições”. Serra provocou. “Pode gritar. Grite mais. Eu não tenho medo do MST, imagina de esquerdista universitário”, cutucou. Depois disso o clima esquentou ainda mais, com os estudantes aos gritos “Ah Bolsonaro, vai tomar no c…”.

Determinação

Ao tomar conhecido do fato, a juíza eleitoral Elisama de Souza Alves, da 145ª Zona Eleitoral, se manifestou ao determinar a ao vereador que não compete a ele exercer poder de polícia eleitoral, administrativa ou universitária sobre o referido ato, e de que deverá abster-se de praticar qualquer ato material destinado a impedir, suspender, dissolver, constranger, ameaçar, intimidar ou inviabilizar a manifestação pacífica.

Ela advertiu Serra de que a possível notícia de irregularidade eleitoral deverá ser encaminhada a este Juízo ou ao Ministério Público Eleitoral, não cabendo ao vereador substituir a autoridade eleitoral, e de que a prática de ato material de impedimento ou perturbação da propaganda “poderá ensejar a apuração de responsabilidade nas esferas eleitoral, criminal, civil e administrativa”.

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