Desdobramento da Lava Jato mira Aécio Neves e investiga outros parlamentares, entre eles um baiano

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Aécio é o principal alvo da operação; PF também investiga o deputado baiano Benito Gama. (Foto: Reprodução)

Equipes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) cumprem, desde o início da manhã desta terça-feira (11), 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas na Bahia, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

O principal investigado desta etapa da operação, intitulada de “Ross”, é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A irmã dele, Andrea Neves, também é alvo de mandados de busca e apreensão. As ações acontecem nos imóveis deles no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Na Bahia, policiais investigam o deputado federal Benito Gama (PTB), que mora em Salvador. Ele é o primeiro vice-presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro e perdeu a reeleição em outrubro deste ano.

Outros investigados são os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) e os deputados federais Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Paulinho da Força (SD-SP).

Segundo as investigações, só o Partido Solidariedade, de Paulinho, teria recebido R$ 15 milhões de Aécio, em um esquema de caixa dois que envolve empresários, suspeitos de emitir as notas fiscais frias.

A PF, que cumpre também mandados em endereços de Paulinho, chegou a solicitar buscas em imóveis de Benito, Agripino, Cristiane, mas os pedidos foram negados pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No total, 200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017. Além disso, os policiais investigam crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Ross é um desdobramento da “Patmos” (baseada nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS), deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido usados para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Nome da operação

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas. (Fonte: Jornal A Tarde e Agência Brasil)

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