Cristina Costa lamenta falta de autonomia da bancada governista na Casa Plínio Amorim: “Enlinhados”

1

A exemplo do seu colega de partido, Professor Gilmar Santos (PT), a vereadora Cristina Costa (PT) disse lamentar a postura tomada pelo vereador Major Enfermeiro (PMDB), que presidia a Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim na sessão plenária de ontem (28). Major decidiu encerrar mais cedo os trabalhos, apesar do prazo regimental, contrariando Cristina e os demais integrantes da bancada de oposição, que iriam se pronunciar sobre dois projetos de lei enviado ao Legislativo de Petrolina pelo prefeito Miguel Coelho.

Um desses projetos é a reformulação do Código Tributário, que inclui reajuste de taxas como a do IPTU. O outro é a pactuação das dívidas referentes ao Instituto de Gestão Previdência (Igeprev). Em tom de desabafo, a vereadora disse que os aliados do prefeito na Câmara Municipal estão mais para “enlinhados”, uma vez que, sendo maioria, aceitam as regras impostas pelo gestor.

“Tenho cobrado dos meus colegas que eles tenham alinhamento político, que sejam aliados e não enlinhados. Mas pelo que estou vendo aqui, vai correr o risco de nem termos mais sessão”, criticou.

Cristina ressaltou que os projetos enviados por Miguel, a serem votados na sessão antecipada da terça (3/10) para segunda-feira (2/10), mexem com a vida dos petrolinenses e mereceriam um aprofundamento nas discussões. “Quando a gente tem em nível nacional mais de R$ 2 bilhões que foram retirados da saúde no orçamento, enxugados os recursos da educação e praticamente reduzido o financiamento das políticas sociais, além do salário mínimo congelado, a gente tem aqui projetos que vão rebater diretamente na vida do petrolinense”, avaliou a vereadora.

Sem debate

Cristina citou, além de aumento no IPTU, reajuste na taxa do lixo e a inclusão de categorias como feirantes e ambulantes, que também estão na mira do novo Código Tributário, sem falar do financiamento de mais de R$ 20 bilhões junto ao BNDES. “Enquanto oposição nós não podemos dizer ‘vamos votar não ou vamos votar sim’. É preciso fazer paralelo da realidade do município e o prefeito Miguel Coelho comprovar para a gente a demanda da situação da prefeitura”, disse.

A vereadora reiterou que “falta autonomia” à bancada governista na Casa. “A vontade política deles é votar contra esses projetos, mas se votar contrário podem perder as benesses que recebem do prefeito”, concluiu.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome

três × 1 =