Crise não afeta acerola no Vale do São Francisco

por Carlos Britto // 01 de fevereiro de 2009 às 16:30

Enquanto os produtores de manga e uva do Vale sofrem com as consequências da crise internacional, a expectativa da empresa Niagro, que comercializa acerola, é de aumento de produção. Em 2008, a empresa exportou 7,5 toneladas de concentrado de acerola e as expectativas para este ano são de elevar esse número para 9,5 toneladas. Segundo o diretor da fábrica da Niagro em Petrolina, Ivan Marques Leal, um dos fatores que ajudam o mercado de acerola em Pernambuco a sofrer menos com a crise é a falta de produções em muitos países. Fora o Brasil, outro importante exportador é o Vietnã. Pernambuco é o maior produtor brasileiro, com mais de 900 hectares de plantio. Para o supervisor de Exportações, Vitor Falbo, “a crise não afeta a acerola por conta da especialização da fruta, que tem alta concentração de vitamina C”. Com a tendência internacional de deixar os produtos sintéticos e aumentar o consumo de produtos naturais, a demanda de acerola é maior do que a capacidade de produção da Niagro. Além da indústria de nutrição, a fruta é procurada ainda pela indústria farmacêutica e de cosméticos. A Europa é o destino de maior parte da exportação do produto (cerca de 90% das comercializações), especialmente Alemanha e França. “O consumo de frutas na Europa diminuiu, mas a nossa linha não sofreu impacto”, afirmou Ivan Leal. Além dos europeus, o Japão, país da matriz da Niagro, é outro alvo das exportações.

Fonte: JC

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