Criação de galinha caipira poderá em breve alavancar cadeia produtiva da agricultura familiar de Petrolina

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Depois da caprinovinocultura, mais um nicho econômico está prestes a se transformar num grande estímulo para os agricultores familiares da região: a criação de galinha caipira. O projeto ganhou forma há cerca de seis meses, com a implantação da Cooperativa de Pecuaristas e Agricultores do Vale do São Francisco (Coopavasf), que reúne atualmente mais de 50 associados. Com os estudos técnicos já feitos, a entidade entrou agora na etapa comercial do projeto, quando fará seu primeiro fornecimento de carne da ave nesta sexta-feira (31), para o restaurante da Univasf.

De acordo com o extensionista rural Nélio Gurgel, um dos integrantes da Coopavasf, a atividade já era desenvolvida em Petrolina, mas sem a logística adequada. Com o passar do tempo, ele observou que a criação de galinha caipira representaria uma excelente opção para os pequenos agricultores.

Ele explica que o projeto consiste em trabalhar desde a fase do filhote, ao sair do ovo, até a comercialização. No momento as mais de 50 famílias integradas à cooperativa já vão começar a sentir os resultados. “Já estamos pegando 100 filhotes por mês, porque vamos trabalhar mensalmente a questão da produção. A partir do momento em que a gente iniciar o trabalho de comercialização, todo mês a gente vai ter produto para ofertar no mercado”, frisa Gurgel.

O período de produção, desde a etapa embrionária dos pintinhos até a comercialização, é de 120 dias. Neste mês, a Coopavasf já tem para oferecer ao mercado em torno de 3 mil aves. A meta é chegar, em breve, a 10 mil aves mensalmente.

Gurgel destaca ainda que a criação de galinha caipira, além de ser uma atividade rentável, não requer grandes investimentos dos pequenos criadores. “Nas reuniões que fazíamos, nós perguntávamos a eles de quanto precisavam para ter um rendimento adicional na vida deles, e eles nos falavam em R$ 300,00, R$ 400,00. Esses R$ 300,00 ou R$ 400,00 equivalem a 30, 40 galinhas. Então a gente percebe que não há a necessidade de projetos faraônicos para a agricultura, bastam ideias boas para colocar em prática”, pondera.

O projeto está alcançado várias comunidades de Petrolina, desde a zona rural até a área ribeirinha. Gurgel diz que o maior obstáculo ainda é a logística, por conta da distância entre as comunidades. Mas acredita que a colaboração das lideranças em cada uma delas vai ajudar a difundir a atividade. Ele destacou a participação de várias instituições como IPA, Univasf (e futuramente também a Embrapa) – além do poder público, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário. “A gente tem interesse em trabalhar com o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE. Estamos em fase de negociação para entrar a galinha caipira na merenda escolar do município”, revelou.

Questão social

A meta da Coopavasf é, principalmente, tornar a atividade mais visível economicamente, uma vez que a entidade atua em todo o Estado. O abatedouro para as aves é terceirizado, mas tem o certificado do Selo Municipal. Falta, agora, apenas uma sede própria, cuja área já está sendo negociada com a 3ª Superintendência Regional (SR) da Codevasf. “A gente imagina Petrolina um polo de galinha caipira”, afirma.

Para o presidente da Coopavasf, Ruy Holanda, a atividade tem um lado diferenciado, já que ao contrário do frango, a galinha caipira é abatida aos 120 dias. Além da parte de ração, quando fica confinada, a ave também será nutrida com alimentação verde. Tudo devidamente acompanhado por técnicos da Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco), que já dá orientações aos criadores.

Mas Holanda ressalta que não é apenas o fator econômico a se levar em conta. A criação de galinha caipira também passa pela questão social. “Não só na área irrigada como na de sequeiro, os filhos não querem mais tomar conta da roça dos pais. Muitos procuraram mudar de vida fazendo um curso de medicina, de direito. E na agricultura familiar não é diferente. Eles vêm para Petrolina, que já está saturada. Falta emprego. E se você criar uma alternativa no campo, onde o agricultor possa manter seus filhos e se manter com o trabalho dele, é maravilhoso”, pontua.

Com mais de 130 interessados em se associar à Coopavasf, Holanda informa que será necessário cumprir alguns critérios. Primeiro, o agricultor entrará com uma cota-parte, cujo valor ele contribuirá e receberá caso saia da entidade. Além disso, o regimento interno da cooperativa determina um mínimo de quantidade de aves e de área destinada à criação. Na parceria que fechou com a prefeitura, a Coopavasf funciona por enquanto numa pequena sala no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. Os interessados podem entrar em contato pelo (87) 98803-0482 (Ruy Holanda) e o (87) 98817-3036/99957-3112 (Nélio Gurgel).

13 COMENTÁRIOS

  1. Tenho grande em teresse em trabalhar com ovos frangos caipira que pena qui aqui no estado de são Paulo num achamos quem nos de uma força parabéns a vcs pelo envestimento

  2. Tenho enteresse de trabalhar com um projeto desse, já tenho um pequeno galinheiro eu faço parte da agricultura familiar, sou do crédito fundiário de Felipe Guerra, Rio Grande Norte.

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