Coronel Leite admite candidatura própria da Aliança pelo Brasil na disputa pela Prefeitura de Petrolina, mas evita falar em nomes

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Foto: Blog do Carlos Britto

A saída do presidente da República, Jair Bolsonaro, do PSL, após muita polêmica, levou o Coronel Heitor Leite também para uma nova missão em Petrolina. Após entregar sua carta de desfiliação da legenda pesselista, ele passa a integrar a Aliança pelo Brasil, partido recém-criado por Bolsonaro.

Em entrevista ao Programa Carlos Britto nesta quarta-feira (27), na Rural FM, Heitor Leite disse não ter dúvidas que a Aliança – como vem sendo mais frequentemente chamada a nova legenda – vai arregimentar muitos correligionários. Como exemplo, ele citou a cerimônia de criação da legenda, em Brasília, que o surpreendeu.

O próprio lançamento, em Brasília, reuniu muita gente de outros Estados. Me espantou a quantidade. Eu pensei que ia ser um evento pontual, dentro de um auditório, mas tivemos um telão do lado de fora do hotel, e engarrafou toda a área do hotel, que é grande. Além disso há muitas pessoas buscando informações sobre a filiação, que é o primeiro passo, o primeiro objetivo a ser alcançado”, ponderou o Coronel.

Candidatura própria

Ressaltando bandeiras como valorização da família e o direito da propriedade privada, da segurança da defesa dos direitos da criança e das liberdades individuais, Heitor Leite não descarta que a Aliança possa ter candidatura própria em Petrolina ainda nas eleições 2020, mas argumentou que a discussão em primeiro plano é outra nesse momento. “Nós estamos aguardando, porque o presidente disse que ainda não há liderança definida com relação aos diretórios estaduais e municipais. Segundo, na dimensão com que se apresenta o partido, desde a sua ideia de criação, é natural que vá ter candidaturas nos municípios. É natural do processo de qualquer partido”, ponderou.

Coronel Leite explicou também que os correligionários do antigo partido de Bolsonaro poderão migrar para a Aliança sem nenhum empecilho, a exemplo da janela partidária, porque não têm cargos eletivos. Ele acredita que em Petrolina muitos que estavam no PSL o seguirão pelo fato de defender a continuidade de um projeto. “Estávamos todos no mesmo barco. Primeiro, apoiando a eleição do presidente, e depois o seu governo. Os nossos princípios e valores são os mesmos. Eles vão seguir não a mim, mas a quem eles estavam seguindo, que é o projeto e o governo do presidente Bolsonaro”, frisou. Coronel Leite, no entanto, negou – ao menos por enquanto – que coloque seu nome para a disputa municipal em 2020.

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