Coordenadora do Centro de Zoonoses de Petrolina detalha atuação do órgão

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Graziella Vasconcellos, coordenadora do CCZ de Petrolina. (Foto: Blog do Carlos Britto)

A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Petrolina, Graziella Vasconcellos participou do Programa Carlos Britto, na Rural FM (103,1) e detalhou a atuação do órgão na cidade. “O CCZ é um órgão de saúde pública, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde. Tem uma legislação que define suas atribuições. A função é promover a saúde humana, por meio do controle dos animais errantes, que são as zoonoses. Animais errantes são aqueles que estão soltos nas ruas, sem os cuidados de um tutor. A nossa função é retirar das ruas esses animais que oferecem risco à saúde pública“, explicou.

As zoonoses são as doenças passíveis de transmissão ao ser humano, como a raiva a leishmaniose (calazar), a dengue, malária, toxoplasmose, entre outras. Nós retiramos esses animais das ruas para investigação dessas zoonoses, assim como animais agressivos e animais peçonhentos e venenosos que são de importância à saúde pública“, destacou Graziella, informando que não existe cadastro de animais de ruas, por causa do controle populacional, que é difícil.

Denúncias

A coordenadora do CCZ garante que a equipe do órgão circula pela cidade diariamente, à procura de animais que ofereçam algum tipo de risco à população. Como a equipe é pequena e a cidade é grande, a população também pode acionar o serviço através do telefone 3867-4774 ou pelo 165 (Ouvidoria). “Temos o veículo do CCZ, que circula a cidade todos os dias, mas nós também recebemos as denuncias via telefone e via Ouvidoria. Quando recebemos as denúncias, vamos até o local e, dependendo da situação, esse animal é recolhido e encaminhado ao setor”, pontua.

Graziella disse que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é possível recolher todos os animais de rua, visto que o Canil da Prefeitura é feito para receber animais que estão com zoonoses. Quando os animais que apresentam sintomas de zoonoses são recolhidos, o CCZ faz a coleta de sangue e encaminhado ao laboratório. “Caso dê positivo para leishmaniose (que não tem cura), o animal é eutanasiado, porque o governo não banca o tratamento. Quando é negativado, fazemos o trabalho de disponibilizar para adoção. Caso o animal não seja adotado, ele é devolvido ao bairro de onde ele foi retirado. Mas ele é devolvido vacinado, microchipado e castrado, na tentativa de diminuir esse descontrole populacional.

Animais de grande porte

Sobre a questão dos animais de grande porte, como cavalos e jumentos, a coordenadora do CCZ pede para que a população também denuncie. “O caminhão de recolhimento circula das 7h às 19h, mas alguns dias ele faz rondas noturnas, porque alguns proprietários sabem que o trabalho cessa às 19h, então eles soltam os animais após esses horário. O trabalho é feito junto com a Guarda Municipal. A forma que a população tem é nos ligando. Dando entrada no Centro, caso o proprietário tenha interesse em retirar o animal, ele pagará uma tacha. Se houve uma segunda entrada do animal no CCZ, nós encaminhamos o proprietário ao Ministério Público“, ressaltou. Graziella Vasconcellos finalizou dizendo que a questão as denuncias de maus-tratos não são atribuição do órgão, mas o trabalho tem sido feito.

1 COMENTÁRIO

  1. O Zoonoses é uma lástima. Gente que não ama verdadeiramente os animais, faz somente um desserviço à causa animal. Pegar o animal pra depois jogar na rua? Sem noção demais, sem empatia, sem coração!

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