Com atraso atípico, onda de frio começa a dar as caras em Petrolina e região

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O frio típico do período junino começou, enfim, a chegar a Petrolina e deve também tomar conta de outras cidades da região. O detalhe, porém, é que neste ano a temperatura mais baixa demorou a dar as caras na principal cidade do Sertão pernambucano. Normalmente essa frente fria inicia-se a partir de maio, mas somente agora apareceu.

De acordo com Emerson Damasceno, do Laboratório de Meteorologia da Univasf, esse atraso deve-se ao fenômeno do El Niño, o qual, desde o final de 2018, vem atuando de forma homogênea. “As consequências para nossa região é que a temperatura vem se mostrando mais elevada do que a média dos últimos dez anos”, explicou.

Damasceno disse acreditar em pouca possibilidade de chuvas durante os festejos juninos da cidade, a exemplo do que ocorreu em 2018. O meteorologista da Univasf argumentou, no entanto, que provavelmente pode garoar nesse período.

Em termos técnicos, ele explicou que o frio dessa madrugada e da noite anterior foi motivado por um sistema frontal, que entrou pela região Sul e depois se deslocou para o Oceano Atlântico. “O sistema de alta pressão que fica atrás do sistema frontal empurrou a frente fria para a costa da Bahia, e esse sistema de alta pressão está transportando ar frio aqui para a região”, detalhou. Apesar da mudança climática, Damasceno acredita que o frio em Petrolina não deverá ser tão intenso como o registrado há dois anos na cidade.

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