Coluna do Blog

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Foto: arquivo Blog do Carlos Britto

O novo coronavírus, o comércio e uma dúvida atroz

Não está fácil a vida do petrolinense desde o aparecimento do novo  coronavírus (Covid-19). O comércio de Petrolina permanece com as portas fechadas. A última vez que abriu as portas foi dia 21 deste mês.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Petrolina (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) emitiram nota conjunta solicitando a reabertura gradual e organizada do comércio, com prazos estabelecidos.

As entidades afirmam que não estão alheias ao contexto socioeconômico pelo qual atravessa o mundo, o país, o estado de Pernambuco e o município de Petrolina, com medidas restritivas visando ao combate ao Covid-19.

Na nota as entidades afirmam ainda que acreditam na força das medidas tomadas pelos gestores públicos, mas pedem razoabilidade. “Reforçamos a torcida e o desejo de que possamos todos, de maneira razoável, saímos exitosos nesta luta contra um adversário invisível, que tem provocado grandes estragos no mundo. Manteremos nossas conversas junto aos gestores estadual e municipal, no intuito de viabilizarmos uma solução que seja, ao mesmo tempo, possível para a retomada da máquina econômica e segura do ponto de vista da manutenção da saúde pública”.

CDL e Sindilojas pedem ainda que sejam ouvidos para decisões conjuntas.

Entendemos que através do diálogo sensato, aliado a soluções conjuntas e muito trabalho, poderemos em breve, respirarmos de forma mais aliviada e retomarmos nossas atividades cotidianas”.

Abrir ou não abrir?

O fato É que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e todos os governos acreditam que o comércio é ainda forte vetor de contaminação, e que todos ainda precisam esperar esta semana e talvez a próxima, pois o vírus estaria em franca atividade.

Alinhou

O prefeito de Lagoa Grande (PE), Vilmar Cappellaro, na tarde desta segunda-feira (30), em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e a Comissão de Combate ao Coronavírus, decidiu se alinhar com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério Público de Pernambuco e com o governo do Estado, e irá prorrogar os Decretos de Emergência para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19). Cappellaro entende que o não cumprimento do decreto poderá gerar um grave transtorno à saúde coletiva. Essa decisão é baseada na avaliação da Organização Mundial da Saúde e das autoridades sanitárias.

Número que cresce

A Bahia registra 176 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 4,3% do total de casos notificados. Até o momento, 1.393 casos foram descartados e houve um óbito confirmado no último sábado (28). Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17h desta segunda-feira (30). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 18 encontram-se internadas, sendo 8 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

Representou

A Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) representou nesta segunda (30), junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, contra uma integrante da 6ª Promotoria de Justiça de Paulo Afonso, que recomendou à prefeitura da cidade a reabertura do comércio local e a realização do isolamento vertical (quando apenas idosos e pessoas com doenças crônicas ficam separadas do restante da população). A medida recomendada pela promotora vai de encontro aos esforços empreendidos pelo município, que declarou situação de emergência em decorrência do reconhecimento de Emergência em Saúde Pública de Interesse Nacional pelo Ministério da Saúde e da declaração da condição de pandemia de infecção humana pela Covid-19  definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fumacê

A Prefeitura de Sento-Sé, no norte da Bahia, declarou na noite de ontem (30) que manterá o processo de desinfecção da cidade, nos espaços de grande concentração de pessoas. A higienização é mais uma medida preventiva para tentar conter a pandemia causa pelo novo coronavírus (Covid-19), segundo norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

2 COMENTÁRIOS

  1. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os lockdowns (ou quarentenas) podem comprar tempo, mas devem levar em conta que cada país é diferente.
    A fala de Ghebreyesus é encarada como um “recuo” da OMS em relação ao isolamento de pessoas saudáveis durante a pandemia do vírus chinês, que impacta diretamente na economia e no sustento de famílias.
    “Se estamos fechando ou limitando o movimento, precisamos pensar nelas [as pessoas]. O impacto na economia tem a ver com vários fatores, mas precisamos saber o que isso significa para o indivíduo que precisa sair para sobreviver. Venho de uma família pobre e sei o que significa se preocupar com o que comer amanhã”.

    Ainda de acordo com o diretor da OMS, os governos têm de levar em conta a população que precisa trabalhar para garantir seu pão diário.

    O afrouxamento das medidas de isolamento já vem sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, Em diversos estados, está proibida, sob pena de multa, a abertura do comércio. As pessoas foram privadas do direito de garantirem seu próprio sustento.

    “Se fecharmos ou limitarmos as movimentações, o que acontecerá com essas pessoas que têm que trabalhar todos os dias e têm que garantir seu pão de cada dia todos os dias?”, questiona Tedros. “Cada país, baseado em sua situação, deveria responder a esta questão”, acrescentou.

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