Coluna da Folha: Falta de veículos complica situação do prefeito de Brejo da Madre de Deus

por Carlos Britto // 12 de janeiro de 2022 às 07:06

Foto: reprodução NE10

O prefeito de Brejo da Madre de Deus, no Vale do Ipojuca, Roberto Asfora (PL), tem um ‘abacaxi’ para resolver. É que a falta de veículos na prefeitura está dando o que falar no município. O conselheiro tutelar Geraldo Souza, do Distrito São Domingos, publicou um vídeo nas redes sociais expondo as dificuldades enfrentadas pelo órgão para exercer as atividades em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, devido à falta de transporte.

O Conselho Tutelar de São Domingos está sem carro, só estamos atendendo situações emergenciais porque estamos dividindo um carro com o CRAS e CREAS, que já têm a sua própria demanda. Inclusive a gente é que demanda a eles. Fica inviável a gente ir para algumas ocorrências por não ter veículo, e a distância às vezes é muito grande”, explicou.

Em 2021, Asfora vendeu 22 dos 96 veículos da frota de veículos da própria Prefeitura do Brejo e, no início de sua gestão, informou que estava gastando cerca de R$ 300 mil mensais com locações de veículos.

Segundo informações, uma licitação também feita na atual gestão tem como finalidade gastar quase R$ 7,5 milhões, em um ano, com locações de veículos que chegam a custar até R$ 15 mil mensais aos cofres públicos. O montante mostra um gasto de mais de R$ 600 mil mensais de locações com veículos.

O que os servidores não entendem até agora é o porquê de o Conselho Tutelar permanecer nessa dificuldade com o transporte. Este colunista tentou contato com a prefeitura de Brejo para pedir esclarecimentos, mas não obteve sucesso.

Mais recursos

O deputado estadual Romário Dias (PSD) viabilizou emenda parlamentar para a comunidade de Palmeirina, no Agreste do Estado. Mais de 800 famílias serão beneficiadas com a chegada de um trator para a zona rural. O equipamento servirá para arar a terra e facilitar a vida dos produtores rurais nos seus plantios.

Cadê o dinheiro?

A Prefeitura de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, teve cerca de R$ 36 mil retidos pela Receita Federal (RF) do valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de janeiro. O Poder Executivo desconfiou e pediu explicações junto à RF. A prefeitura descobriu que, o que motivou a retenção, foi o fato de o presidente da Câmara de Vereadores, João de Maria, ter deixado de pagar o INSS de novembro, que venceu em 20 de dezembro de 2021, no valor total de R$ 31 mil com juros e multa. O prefeito Evandro Valadares (PSB) já mandou o jurídico da prefeitura ingressar contra João de Maria com ação de improbidade por apropriação indébita. Além de entrar com denúncia junto ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE).

Conflito familiar

A próxima disputa eleitoral pela Prefeitura de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, já está gerando um conflito familiar entre os herdeiros políticos do ex-prefeito João de Né Grande. Mucio, que é filho de João e ex-vereador, é um dos herdeiros que se colocam como opção para 2024. Outro que entra nessa disputa pela liderança da família é o jovem empresário Edjean Freire, neto de João e sobrinho de Mucio.

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