Coluna da Folha: Cassação do vereador ainda repercute em Brejo da Madre de Deus

por Carlos Britto // 03 de novembro de 2021 às 07:00

Foto: reprodução

Em Brejo da Madre de Deus, no Agreste Central, ainda repercutiram no feriado a cassação do diploma e a inelegibilidade do vereador Ismar Batista Aguiar (PSL) por captação ilícita de sufrágio e abuso do poder econômico ocorridos durante a eleição municipal de 2020.

O MPE sustenta que, em 6 de novembro de 2020, Ismar visitou Ingrite de Souza Silva com o intuito de fazer campanha eleitoral, mas praticou compra de votos. No processo está descrito que “em determinado momento, ele colocou a mão no bolso da calça e retirou, ao que tudo indica, uma certa quantia em dinheiro e a entregou nas mãos da eleitora com o fim de obter o seu voto”. O MPE anexou ao processo um vídeo que comprova essa oferta em dinheiro.

Existe ainda uma gravação na qual Ismar afirma que daria R$ 100 a cada membro da família de Ingrite, em troca de votos. “Pode-se conceituar o abuso de poder econômico gerador da incidência do dispositivo legal como a transmutação do voto em instrumento de comércio. Ou seja, é a compra, direta ou indiretamente, da liberdade de escolha dos eleitores, violando-se, desta forma, a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral”, afirmou o promotor eleitoral da 54ª Zona, Antônio Rolemberg, autor da ação de investigação judicial eleitoral.

O vereador cassado também foi punido com multa individual de 15 mil UFIRs.

Como sempre, faltaram

A Câmara de Vereadores de Cabrobó, Sertão do São Francisco, realizou a 14ª sessão ordinária. Mas, como sempre, poucos vereadores apareceram para trabalhar. Apenas 6 dos 13 parlamentares compareceram e a sessão não teve quórum para deliberação da pauta. Mas deu para usar a palavra e os eles cobraram da Compesa explicações sobre a falta d’água na cidade, que se repete todos os dias.

Sem lado

Em Pesqueira, Agreste Central, ainda se fala da decisão do Ministério Público de recomendar à prefeitura que remova todas as pinturas de prédios públicos que contenham as cores alusivas ao candidato do Partido Republicanos ao cargo de prefeito, Cacique Marquinhos, promovendo nova pintura com cores que não infrinjam o princípio da impessoalidade, tudo às suas expensas, sem ônus para a municipalidade, e no prazo de 120 dias. O prefeito também deve se abster de pintar prédios públicos, adquirir bens móveis e fardamentos que remetam a promoção pessoal utilizando, preferencialmente, as cores da bandeira do Município.

Fora do boca preta

Em Lajedo, Agreste Meridional, apenas um ano após a eleição, o ex-prefeito Rossine Blesmany (PSD) rompeu com o atual gestor, Erivaldo Chagas (PSD), que assumiu após a morte do prefeito Adelmo Duarte. Eles já não se entendiam há algum tempo e o rompimento foi confirmado após a saída do governo do sobrinho de Rossine, Welber Galdino. Ele anunciou que não apenas ele, mas toda a família, deixa o grupo “boca preta”. “Após 27 anos, eu e minha família optamos por não fazer mais parte do grupo denominado ‘Boca Preta’. Deixo claro à sociedade lajedense que não vou permanecer junto à pasta por não concordar com ações da atual Secretária de Saúde, que ferem os princípios elementares da ética e da administração pública”.

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