Coluna da Folha

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Foto: NE10/reprodução

A ‘herança maldita’ e o desafio do prefeito de Limoeiro

Limoeiro é um dos municípios mais importantes do Agreste pernambucano. E é também mais um onde a famigerada ‘herança maldita’ tem mantido um clima político que já deveria ter ficado para trás, nas eleições do último dia 15 de novembro do ano passado.

O motivo dessa celeuma seria uma dívida de R$ 75 milhões deixada pela gestão anterior ao do recém-empossado prefeito Orlando Jorge (Podemos). O detalhe é que esse rombo denunciado pela equipe do prefeito respingou não apenas em seu antecessor, o ex-prefeito João Luís Ferreira Filho, como também nas administrações de Thiago Cavalcanti e Ricardo Teobaldo.

João Luiz não deixou as críticas passarem em branco. Ele afirmou que o montante não foi produzido apenas em sua gestão, mas se transformou numa bola de neve que já vinha das gestões passadas, citando os aliados do Orlando Jorge.

Orlando não será o primeiro nem o último a se deparar com surpresas desagradáveis na máquina administrativa. Dos prefeitos eleitos para os próximos quatro anos, também reclamam de “terra arrasada” Evaldo Bezerra (Mirandiba), Joelson (Calumbi), Irlando Parabólicas (Santa Cruz da Baixa Verde), Delson Lustosa (Santa Terezinha) e Nicinha de Dinca (Tabira).

Como este colunista já afirmou, quem está disposto a alcançar o cargo máximo de um município tem de estar preparado a descascar abacaxis. Governar no bom não é difícil. O grande desafio é governar no ruim. Isso fica reservado apenas aos verdadeiros gestores, e Orlando Jorge terá a oportunidade de mostrar que é um desses.

Projeto adiado

Ainda não será dessa vez que um outro petrolinense terá a chance de assumir a presidência do Senado, 38 anos depois de Nilo Coelho. Cotado para a disputa, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) – sobrinho de Nilo – desistiu de concorrer. A decisão veio após reunião de FBC com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem exerce a liderança no Senado. A colegas ele alegou que não teria como participar da disputa, pois Bolsonaro deixou claro na conversa que apoiará o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nome articulado por Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Sem perseguição

De volta à Prefeitura de Santa Filomena, Sertão do Araripe, Gildevan Melo (PSD) renovou a promessa de administrar o município sem política de perseguição pelos próximos 4 anos. “Nosso trabalho não será uma gestão de perseguição, será de paz”, garantiu o gestor.

Já mudou

Em Serra Talhada, Sertão do Pajeú, causou surpresa a mudança na Secretaria de Saúde realizada pela atual prefeita Márcia Conrado (PT). Isso porque a titular da pasta, a ex-primeira-dama Karina Rodrigues ficou menos de duas semanas no cargo. Ela foi escalada por Márcia para a Secretaria de Desenvolvimento Social. Perguntar não ofende: o que teria feito Karina deixar a Saúde em tão pouco tempo?

Só elogios

Em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, o atual prefeito Fábio Aragão (PP) arrancou só elogios da maior liderança do seu partido em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte. O parlamentar disse que Santa Cruz “vive um novo momento com um prefeito íntegro e comprometido”. Em compensação, o ex-prefeito Edson Vieira ficou mal na fita. Eduardo lamentou o fato de o ex-gestor “esconder” suas emendas.

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