Cemafauna inicia campanha para diminuir atropelamentos de animais silvestres

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A maior causa de morte de animais silvestres, antes mesmo do tráfico, é o atropelamento. Segundo estudo realizado pelo Centro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, no ano de 2015 foi registrado um número alarmante: cerca de 475 milhões de animais selvagens morreram no Brasil. Em Petrolina, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) inicia uma campanha para conscientização da comunidade acadêmica do Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

serpenteA iniciativa ocorre devido ao número preocupante de atropelamentos presenciados por colaboradores do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Cemafauna. No início deste mês até o momento um teiú, uma ave e uma serpente foram mortos dessa forma. A veterinária do Cemafauna, Adriana Alves, ressalta que esse ano é atípico diante dos últimos cinco anos, em virtude das abundantes chuvas. Muitos animais se reproduziram, aumentando o número de adultos e filhotes em intenso deslocamento, em razão da alta disponibilidade de alimento e água.

“As pessoas devem ficar atentas e respeitar o limite de velocidade estabelecido em 40 km por hora, principalmente no trecho que vai da caixa d’água até a guarita principal, onde se observam mais atropelamentos, uma vez que as fontes de água e alimentos estão próximas a esse trecho“, alerta.

Na fazenda, onde está situado o Campus, há uma riqueza de fauna da caatinga: animais como furões, cachorro-do-mato e até mesmo espécies consideradas em risco de extinção como o gato-mourisco, também são facilmente vistas fazendo a travessia entre as pistas. Pássaros, répteis e pequenos vertebrados estão entre os mais colididos.

“Nós fazemos um apelo para que as pessoas que frequentam o Campus de Ciências Agrárias respeitem as sinalizações existentes, a legislação de trânsito em vigor e valorizem a importância da vida selvagem visto que nos outros campus da Univasf entre Petrolina e Juazeiro não é possível conviver com tamanha diversidade”, ressalta Alves. (fonte/fotos: Ascom)

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