Cemafauna da Univasf lança cartilha sobre serpentes peçonhentas

por Carlos Britto // 23 de fevereiro de 2026 às 20:00

Foto: Divulgação

O conhecimento científico aliado à extensão universitária resultou no lançamento da cartilha ‘Serpentes Peçonhentas do Semiárido: reconhecimento, prevenção e procedimentos em casos de acidentes’, voltada à educação ambiental e à saúde pública no Sertão pernambucano. A publicação é fruto do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX 2025) e foi desenvolvida por meio de edital específico destinado ao Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna). O material possui registro na Câmara Brasileira do Livro e ISBN, garantindo reconhecimento editorial e circulação qualificada.

Elaborada no âmbito do projeto vinculado ao Edital PIBEX PROEX nº 01/2025, a cartilha reúne informações científicas atualizadas, linguagem acessível e ilustrações didáticas. O material orienta a população sobre diferenças entre serpentes peçonhentas e não peçonhentas; identificação de espécies de relevância médica na região, como cascavel, jararaca e coral verdadeira; tipos de acidentes ofídicos; Uso do soro antiofídico; e medidas de prevenção e procedimentos corretos em caso de picada. A publicação também apresenta dados epidemiológicos, destacando a predominância de acidentes botrópicos no Brasil, além de reforçar a importância do atendimento médico imediato e alertar contra práticas inadequadas ainda comuns em áreas rurais. A cartilha foi desenvolvida no Laboratório de Fisiologia Animal da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

A autoria e organização são da bolsista Jenifer Araujo Santos, do Colegiado de Medicina Veterinária. Participaram ainda os estudantes voluntários Ailla Gabrielle Oliveira Souza, Ana Beatriz Borges de Sousa e Danilo Marcolino de Araujo (Ciências Biológicas), além de Gabriela Felix do Nascimento Silva (Zootecnia), Patricia Avello Nicola e Luiz Cezar Machado Pereira (Ciências Biológicas). Segundo o professor Leonardo Barros Ribeiro, coordenador do projeto e curador da Coleção de Herpetologia do Museu de Fauna da Caatinga, a cartilha representa a integração efetiva entre ensino, pesquisa e extensão. “A construção desse material demonstra o compromisso da universidade com a sociedade. Trabalhamos com base científica sólida, dados atualizados e revisão técnica rigorosa. Mais do que um material informativo, essa cartilha é uma ferramenta de transformação social, construída com protagonismo dos bolsistas”, destacou.

Ele também ressaltou a importância do registro ISBN. “Ter o ISBN significa que estamos entregando um produto editorial reconhecido nacionalmente, que pode circular em escolas, unidades de saúde e instituições públicas como referência técnica confiável. É também um reconhecimento do empenho e da maturidade acadêmica dos nossos estudantes”, completou. A cartilha passa a integrar as ações de educação ambiental e prevenção de acidentes no semiárido, contribuindo para ampliar o acesso à informação qualificada e reduzir riscos à população.

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