Categorias de segurança pública do país se unem contra propostas do governo federal

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Foto: Ascom UPB/divulgação

Uma grande mobilização nacional da segurança pública, realizada na última segunda-feira (22) pela União dos Policiais do Brasil (UPB), quis chamar atenção das autoridades para o que consideram “retrocessos” que a categoria vem sofrendo com sucessivas propostas do governo federal. Participaram do ato público policiais penais, federais, rodoviários federais e civis.

Durante a mobilização, a categoria decidiu paralisar as atividades por uma hora (das 15h às 16h) em protesto à aprovação e promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 186/2019, contra a Reforma Administrativa (PEC n° 32/2020) que já está em tramitação, e contra a determinação do Ministério da Saúde de vacinar os presos antes dos policiais. A UPB ressalta que, entre outros prejuízos, a PEC Emergencial congela os salários e proíbe a contratação de novos funcionários. Já a Reforma Administrativa (PEC n° 32/2020) arrisca a estabilidade dos servidores e permite a possibilidade de criação e extinção de cargos de chefia por meio de decreto.

De acordo com Fernando Fernandes, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (SINSPEB), “a mobilização da categoria é o único caminho para impedir o desmonte do serviço público por parte do atual governo federal. Entendemos que as reformas são necessárias, mas o governo federal está se valendo da atual situação de calamidade na saúde pública, e consequentemente da iminente calamidade das contas públicas, em decorrência da baixa na arrecadação, para pôr em prática seu maior projeto, que é o desmonte do serviço público, entregando as atividades, inclusive as típicas de Estado, à iniciativa privada. Em relação à imunização, é imprescindível que os servidores lutem e demonstrem sua indignação para que as autoridades de saúde possam classificar os Policiais como grupo prioritário”, frisou.

Fernandes acrescentou que os policiais penais permanecem exercendo as suas atividades normalmente, mesmo com os altos índices de contaminação pela Covid-19, movimentando diariamente centenas de pessoas privadas de liberdade que apresentam sintomas gripais. “Porém, infelizmente ainda percebemos a falta de disposição de muitos dos servidores para lutarem por direitos básicos e fundamentais, inclusive pelo direito à vacinação, que significa a salvaguarda da sua própria vida, como também das vidas de seus familiares. Somente através da luta é que alcançaremos vitória“, completou.

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