Caso de jovem brutalmente assassinada em Juazeiro ganha repercussão nacional

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Alice Rodrigues. (Foto: Reprodução Facebook)

O caso da jovem Alice Rodrigues, de 19 anos, assassinada na última quinta-feira (17) no bairro São Geraldo, próximo ao Campus Juazeiro da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), ganhou repercussão nacional e foi parar, inclusive, no Jornal Nacional da TV Globo, principal noticiário do País.

O corpo de Alice foi encontrado em um matagal e apresentava vários sinais de violência. A Polícia Civil (PC) prendeu o suspeito de matar a jovem. Nielton Gonçalves Soares, de 27 anos, foi encontrado no bairro Castelo Branco.

Ele já foi namorado da vítima e, segundo a polícia, não se conformava com o fato de Alice ter um relacionamento afetivo fixo com outra pessoa, situação que o incomodava e o fazia ameaçá-la, inclusive chegando a constrangê-la, dizendo que ia divulgar imagens íntimas dela nas redes sociais se ela não ficasse com ele. “Alice não aceitava, sendo esta a razão apontada como motivação do bárbaro crime”, disse a PC.

Ao ser interrogado, Nielton negou a autoria do crime, mas a polícia conseguiu várias provas materiais que o colocam na cena do crime, a exemplo das roupas sujas de sangue e do aparelho celular da vítima, que estava de posse do suspeito. O material foi apreendido e será periciado. O homem foi autuado em flagrante e será submetido à Audiência de Custódia.

Ex-namorada
A delegada Licelma Bonfim, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Juazeiro (BA), informou que uma ex-namorada de Nielton Gonçalves Soares registrou queixa na delegacia contra ele em 2018, após sofrer agressões, segundo o G1-BA.
Audiência de custódia
Nielton foi autuado em flagrante e passou por audiência de custódia na manhã de hoje (18), no Fórum de Juazeiro, onde foi decretada sua prisão preventiva. Ele já foi encaminhado ao Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ), onde ficará à disposição da Justiça.

7 COMENTÁRIOS

    • O problema é que a sociedade só se comove, a imprensa só corre atrás e a polícia só investiga quando a vítima é ou importante, ou bonita (de preferência branca e de olhos claros), ou mulher, ou família de policial. Se o cara for homem, pobre, moreno e feio o Estado não tá nem aí.

  1. Esse povo de Petrolina se acham melhor do que nós de Juazeiro não sei em que pois eu morei 30 anos em São Paulo e não tenho nem vontade de ir em Petrolina amo muito meu Juazeiro de coração e sou natural de Curaçá vc tem mesmo e que respeita Juazeiro BA

    • O que tem a ver seu comentário com a postagem? Pois o que se ver na verdade foi alguém acima elogiando a polícia de Juazeiro e criticando a de Petrolina, com justiça, já que aqui a taxa de elucidação de crime é baixíssima. O que não dar é alguém querer ressuscitar algo que existiu no passado, e que 90% da população de hoje não foi contemporânea dos fatos.

  2. Meu povo, o assassino deixou pistas.

    A polícia foi hagil, o ex namorado já vinha prometendo agredi-la, como agrediu a namorada anterior, checaram filmagens, a dona de um mercadinho serviu de testemunha, etc, etc.

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