Caso Beatriz: MPF se posiciona contra recurso da defesa do assassino

por Carlos Britto // 21 de janeiro de 2026 às 14:00

Foto: Reprodução/Facebook – Arquivo Blog

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer contrário ao recurso extraordinário interposto pela defesa de Marcelo da Silva, assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. A manifestação foi anexada aos autos do processo na última terça-feira (20). Após derrotas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), os advogados do réu tentam levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de impedir a realização do júri popular do crime ocorrido em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, há mais de dez anos.

No parecer, o MPF destacou que os argumentos apresentados pela defesa, que alegam supostas falhas nas investigações e questionam decisões das instâncias inferiores, não são suficientes para modificar o entendimento já consolidado. Segundo o órgão, os fundamentos que rejeitaram os recursos anteriores permanecem válidos e impedem o prosseguimento do pedido no STF. Ainda caberá ao STJ decidir se o recurso extraordinário será ou não encaminhado ao Supremo.

O assassinato de Beatriz Angélica Mota completou uma década em 10 de dezembro de 2015. A menina foi morta a facadas durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Na ocasião, ela estava na quadra poliesportiva com os pais e se afastou para beber água. De acordo com as investigações, Marcelo da Silva entrou na instituição de ensino, abordou a criança de forma violenta e a levou até uma sala desativada, onde cometeu o crime. Ainda segundo a polícia, ele teria abordado outras crianças antes, mas sem o uso de violência. A Polícia Civil (PCPE) chegou ao acusado em janeiro de 2022, após o cruzamento de material genético. O DNA de Marcelo foi identificado a partir das amostras coletadas na faca utilizada no crime.

Marcelo, que já estava preso por crimes sexuais, confessou o assassinato à polícia. Em depoimento gravado em vídeo, ele afirmou que entrou no colégio com a intenção de conseguir dinheiro e que a menina teria se assustado ao encontrá-lo. Segundo ele, as facadas foram desferidas para que a criança parasse de gritar. (Fonte: JC Online)

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