Caso Beatriz: Justiça decreta prisão de funcionário que teria apagado imagens de câmeras de segurança da escola

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Lucinha Mota, mãe de Beatriz. (Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco)

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou nesta quarta-feira (12) a prisão preventiva de um funcionário da escola onde a menina Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas, em dezembro de 2015, em Petrolina. Allinson Henrique de Carvalho Cunha teria apagado as imagens do circuito interno das câmeras de segurança da instituição de ensino.

Familiares e amigos de Beatriz realizaram protesto pela manhã no Recife, em frente ao TJPE, e aguardavam a decisão da justiça sobre a prisão de Allinson, que tinha sido solicitada pela atual delegada Polyana Neri, em julho deste ano, mas negada no mesmo mês pela juíza Elayne Brandão. Em sessão do pleno do TJPE, o recurso impetrado pelo MPPE contra a negativa da prisão do funcionário foi acatado, e a prisão decretada pelo desembargador Cláudio Nogueira, presidente da sessão.

Os familiares e amigos de Beatriz comemoraram a decisão. A mãe de Beatriz, Lúcia Mota, após agradecer a decisão aos presentes passou mal e foi encaminhada ao posto médico do TJPE.

Lucinha Mota desmaiou no TJPE. (Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco)

Durante o protesto, o pai da menina Beatriz, Sandro Romilton, questionava o porquê das imagens terem sido apagadas, dias depois da ocorrência do crime. De acordo com ele, mesmo com o pedido da polícia das imagens e para que ninguém tivesse acesso às dependências da escola, o funcionário responsável pelo sistema de segurança entrou e apagou as imagens.

Temos imagens do momento em que o funcionário da escola responsável pelo setor de monitoramento das câmeras apaga as imagens, que eram reveladoras, que mostravam o suposto criminoso de ter cometido o crime com Beatriz. As imagens foram apagadas vinte dias depois do ocorrido. Questionamos então: quem deu essa ordem para apagar as imagens?“, afirmou o pai de Beatriz.

Ainda de acordo com o pai da menina assassinada, tanto a Polícia Civil (PC) quanto o Ministério Público têm conhecimento do fato, inclusive o próprio MPPE solicitou que outras empresas de segurança, que trabalham com recuperação de imagens, comprovassem a veracidade da ação desse funcionário. “Não somos irresponsáveis de apontá-lo como o autor do crime, mas ele contribuiu para que o assassino não fosse descoberto“, completa Sandro. Allinson teria recebido um valor de R$ 40 mil para apagar as imagens, de acordo com os pais da menina assassinada.

Investigação

O crime segue sem solução e tampouco há uma linha de investigação do caso. De acordo com a PC de Pernambuco, a delegada Polyana Neri ficará exclusivamente à frente das investigações do Caso Beatriz. O inquérito conta atualmente com 19 volumes e mais de 4 mil páginas, e está sob a responsabilidade do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). (Com informações da FolhaPE)

14 COMENTÁRIOS

  1. Petrolina nao e terra sem Lei….Agora ele vai ter que se explicar quem pagou os R$40.000,00 e qual foi essa a intençao de apagar as imagens……Petrolina toda precisa urgentemente de uma Resposta contudente das Policias….PETROLINA FAZ VALE A JUSTIÇA URGENTE.

  2. Nos Estados Unidos é um país onde tem muitos filhos de políticos empresários e Etc por que será? É um país onde o porte de arma e liberado e o crime contra as mulheres e crianças e menor que no BRASIL Por quê? O POVO TEM QUE ACORDAR JÁ FORA CORRUPTOS E OMISSOS JÁ. O NORDESTE TEM QUE APOIA BOLSONARO E PEDIR AVANÇO ORDEM E PROGRESSO. ACORDA POVO PERNAMBUCANO JÁ.

  3. O povo tem que se unir para apoia esssa família e com isso evitar crimes cruéis como esse. Acorda povo se unir e denunciar os partidos e políticos corruptos e omissos . 0800 dó MPF OAB PF E TCE/ PE. ACORDA POVO JÁ.

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