Casal que transportava aves ilegalmente de Arcoverde para Caruaru é multado em R$ 453 mil pela CPRH

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Foto: Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental/CPRH

Equipes da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) de Pernambuco aplicaram multas no valor total de R$ 453 mil a um homem de 43 anos e uma mulher de 38, que transportavam, ilegalmente 151 aves silvestres de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, para Caruaru, no Agreste. Cada um dos infratores foi multado em R$  226,5 mil.

De acordo com o gerente da Unidade de Gestão de Fauna Silvestre da CPRH, Iran Vasconcelos, o casal foi enquadrado no artigo 29 da lei 9.605/98, de Crimes Ambientais, e responderá administrativamente e criminalmente pelo ato. O órgão estadual de meio ambiente tomou conhecimento do caso após ser acionada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no último sábado (4).

O flagrante foi feito pela PRF, ao inspecionar veículos que passavam pela BR-232, no município de São Caetano, no Agreste. Além de identificar que o veículo estava irregular, os policiais encontraram os pássaros e, então, acionaram a  CPRH. O casal transportava 100 galos-de-campina, 23 papa-capins, 12 tico-ticos, dez garibaldis, quatro patativas, um sabiá e um concriz.

Os pássaros estavam aglomerados em pequenos espaços. Muitos deles estão visivelmente com a saúde comprometida, pelos maus-tratos sofridos. Podem nem sobreviver. Nós aproveitamos para fazer um apelo à população: ajudem no combate do tráfico de animais silvestres. Não comprem animais que não sejam legalizados”, enfatizou a analista ambiental e chefe do setor de Fiscalização da Fauna Silvestre da CPRH, Joice Brito. Os pássaros estavam distribuídos em sete viajantes (estruturas de madeiras, com pequenas subdivisões) e foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara) da CPRH, onde ficarão sob cuidados, até terem condições de retornar à natureza.

Autuação

Os policiais conduziram os infratores à delegacia de Belo Jardim, também no Agreste, onde foram autuados. Já o veículo foi retido pela PRF, por estar irregular. Quando o proprietário regularizar a documentação, o veículo será encaminhado à CPRH, por ser instrumento do crime, e só será  liberado após a avaliação da defesa administrativa.

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