Cancão diz entender dor de Lucinha Mota, mas justifica que ida de advogado de Allinson é prevista no Regimento: “Não tentem encontrar culpados na Câmara”

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Foto: divulgação

1º vice-presidente da Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim, o vereador Ronaldo Cancão (PTB) reforçou as palavras do presidente Osório Siqueira (PSB) a respeito do ato público promovido na manhã de hoje (8) por Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica, em frente à Câmara Municipal de Petrolina. Acompanhada por familiares e amigos, Lucinha se revoltou contra a presença do advogado Wank Medrado na sessão plenária desta terça-feira, para dar detalhes sobre o processo do seu cliente, Allinson Henrique Carvalho, o qual é suspeito de ter apagado as imagens na noite de 10 de dezembro de 2015, quando Beatriz foi brutalmente assassinada numa festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, onde estudava. Allinson era então funcionário terceirizado do colégio.

Ao contrário do divulgado por este Blog, Cancão e a vereadora Cristina Costa (PTB) não apresentaram nenhuma proposição para trazer Wank Medrado à Casa, e sim Wank quem enviou ofício pedindo espaço para explicar o processo. Cancão ratificou que o mesmo expediente do Regimento Interno que permitiu a presença de Lucinha por duas vezes no Legislativo, foi colocado em prática para garantir o espaço ao advogado de Allinson.

Com a decisão, em mãos, do presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Leopoldo Tavares, pela qual o Judiciário decidiu revogar por sete votos a três a prisão de Allinson, entendendo que não havia provas contra o suspeito, Cancão justificou a legitimidade do pedido de Wank em se pronunciar no plenário da Casa.

“Tenho toda a solidariedade (com Lucinha). É um assunto que estarrece Pernambuco, que estarrece Petrolina. O que eu gostaria que ela entendesse é que sou vice-presidente de uma casa legislativa e existe uma lei. O ofício é enviado à Casa para atender aos requisitos de uma lei”, justificou. Essa lei a que Cancão se refere remete-se ao artigo 102 do Regimento Interno, pelo qual diz que qualquer cidadão tem o direito à Tribuna.

Irritação

Cancão, que chegou a se irritar com alguns questionamentos feitos por profissionais da imprensa, justificou que foi a justiça quem considerou Allinson inocente, não o Legislativo de Petrolina. Ele ressaltou também que se Lucinha tivesse solicitado mais uma vez o espaço na tribuna, seria atendida.

Ao rebater as críticas da mãe de Beatriz sobre “não sentir representada pela Câmara Municipal”, o vereador lembrou que na segunda visita da mãe de Beatriz à Casa, cada vereador se prontificou a doar R$ 500,00 para colaborar com a recompensa de R$ 10 mil do Disque-Denúncia, para quem oferecer informações sobre o assassino de Beatriz. “Tenho filho, neto, neta. Eu sei que é triste, é doloroso. Já se arrasta por alguns anos sem solução o processo. Mas não tentem encontrar culpados na Câmara de Vereadores, porque apenas cumprimos o que diz o Regimento Interno”, finalizou.

6 COMENTÁRIOS

  1. Muito bem Sr. Ronaldo.

    Respeito não é concordância e sim verbo de ligação.

    Essa mãe passou dos limites, ela pensa que é quem, quer fazer justiça com injustiça da forma dela.

    Sinto também a dor dela, até já tive mais admiração, hoje sinceramente, não aguento mais.

    Quase quatro anos, essa instituição só mudando de delegados, piorando a situação e prejudicando pessoas que não tem nada a ver com o fato.

  2. .Olha o requerimento que esse Vereador faz…Meu amigo a sociedade de Petrolina quer e ver esse caso solucionado sobre a morte da Menina Beatriz….Quem esta pagando a conta desse Advogado Vereadorzinho?….Procura saber.

  3. A quem essa mãe tenta convencer? lamentavelmente ela tem usado a morte da filha para se promover no mundo da política. O que a Câmara de Vereadores fez foi permitir que a sociedade tomasse conhecimento do outro lado dos fatos, e isso sim é justiça. Srª Lucinha não há justiça se ouvindo só um lado não, não há uma justiça exclusiva para a senhora não, para satisfazer os seus desejos políticos. Sete desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmaram que a prisão desse rapaz é ilegal, é incabível e é a “senhora” que quer dizer que não. Se toque, se ponho no seu lugar, o ridículo tem limite também.

  4. Esse caso da menina Beatriz ja começou errado pelos investigadores incompetentes da Policia Civil.Fizeram uma lambança, Mentiras e muitas coisas erradas foi onde se perdeu todo um processo investigativo, O delegado todo perdido ,inventou uma foto de uma pessoa que nunca existiu na sena do crime e isso foi ganhando tempo pra os verdadeiros mandantes desse barbaro crime….O Delegado da epoca devia ser punido por alguma autoridade ou Ministerio Publico….ACORDA JUSTIÇA.

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