Campeão paralímpico radicado em Petrolina, Nonato ainda lamenta falta de apoio

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Natural do munícipio de Orocó (PE), Sertão do São Francisco, e radicado em Petrolina, o craque do Futebol de 5 da seleção brasileira, Raimundo Nonato – ou simplesmente Nonato – deveria estar feliz. Na Paralimpíada do Rio 2016, ele conquistou o quarto ouro consecutivo com a seleção (foto), que há dez anos reina soberana, sem perder para ninguém.

Apesar disso, todas essas conquistas ainda não foram suficientes para sensibilizar o poder público e o empresariado a investir no esporte. “Existe uma grande dificuldade de estrutura. Não é fácil encontrar tantos atletas numa cidade, então precisamos trazer de cidades vizinhas, mas não temos recurso para transporte e acomodação. Precisamos de patrocínio, receber investimento”, lamenta.

Atleta da Associação dos Deficientes Visuais de Petrolina (ADVP), Nonato – que é cego desde o nascimento – reside na cidade. Pela ADVP foi artilheiro do Regional Nordeste 2016, com 19 gols. O time ficou em 3º lugar e é o único representante de Pernambuco na modalidade. Ele tem contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal e consegue viver com a ajuda de custo que recebe. Mas a maioria dos atletas, infelizmente, não têm a mesma sorte de Nonato. (foto: Alex  Ferro/arquivo reprodução)

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