Câmara aprova cota de 20% para negros na administração federal

por Carlos Britto // 27 de março de 2014 às 07:40

A Câmara aprovou nesta quarta-feira (26), por 314 votos a favor, 36 contra e 6 abstenções, projeto de lei que reserva 20% das vagas em concursos públicos da administração federal para candidatos que se declararem negros ou pardos. O texto, que tramita em caráter de urgência desde novembro de 2013, é de autoria do governo federal e ainda precisa de aprovação do Senado antes de seguir para sanção presidencial.

A proposta limita a aplicação das cotas ao prazo de dez anos. De acordo com o texto, a reserva de vagas vale em concursos realizados para a administração pública federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil. O projeto não estende as cotas para os poderes Legislativo e Judiciário.

Pela proposta, a reserva será oferecida sempre que o concurso oferecer mais de três vagas. Poderá concorrer pelo sistema de cotas o candidato que se autodeclarar preto ou pardo no ato da inscrição do concurso. Na justificativa do projeto, o governo argumenta que a matéria é uma “política afirmativa” necessária para solucionar o problema da subrepresentação de negros e pardos no serviço público federal.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), militante pelos direitos dos negros, afirmou em plenário que há desconhecimento da Constituição por parte daqueles são contrários às cotas e às ações afirmativas. Para a parlamentar, é preciso promover a “convivência fraterna” junto a diferentes etnias que compõem o Brasil.

O deputado Marcos Rogério (PDT-RO), autor de voto em separado contrário ao texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), disse que toda a proposta da reserva de vagas no serviço público é inconstitucional, por não obedecer o princípio da isonomia, que garante direitos iguais a todos os cidadãos. Segundo o parlamentar, a proposta vai contra a meritocracia.

De acordo com o relator da proposta na CCJ, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), as vagas no Legislativo e no Judiciário não foram incluídas no projeto por dependerem de decisões próprias de cada poder.

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  1. Branquelo ou negro ? É simples virar um cotista! disse:

    Basta ir no IBGE ou num órgão público que possua um banco de dados com o campo RAÇA e declarar que é PARDO OU NEGRO, depois imprima uma cópia desses dados e pronto: PARA TODOS OS EFEITOS, INCLUSIVE VESTIBULARES, ENEM E CONCURSOS, VOCÊ AGORA É UM NEGRO LEGÍTIMO, mesmo que seja um branquelo.
    Na nomeação podem reclamar o tanto que queiram da sua opção , mas nada pode ser feito para impedir a sua nomeação cheia de negritude.

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