A esperada obra do Canal do Sertão pernambucano deu mais um passo para virar realidade. Uma audiência pública, realizada na manhã de ontem (2) no auditório do Campus Sede da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina, serviu para a apresentação da Carta dos Sertões. O documento representa um marco na construção de uma ampla frente regional em defesa da obra, reafirmando que a água deve cumprir sua função social e promover justiça territorial, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
O Canal do Sertão, que deve beneficiar sobretudo municípios do Araripe, do São Francisco e do Sertão Central, é alardeado como uma ação que promete gerar milhares de empregos e mudar a realidade econômica da região.
O debate envolveu importantes lideranças política, além de movimentos sociais, agricultores e agricultoras familiares, sindicatos, associações comunitárias, instituições de ensino e pesquisa e lideranças religiosas e empresariais A Carta foi aprovada de forma democrática e participativa, sem nenhum destaque, supressão ou proposta de alteração ao texto.
As entidades organizadoras do encontro foram o Comitê Pró-Canal do Sertão Pernambucano; Conselho Popular de Petrolina (CPP) e da Bacia do São Francisco (CPPBSF); Comissão Intersetorial Pró-Reforma Agrária (CIRA); e Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe (ADESA).


