Atraso no pagamento de salários preocupa servidores municipais de Floresta

por Carlos Britto // 20 de janeiro de 2026 às 15:32

Servidores públicos municipais de Floresta (PE), Sertão de Itaparica, seguem enfrentando atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2025. A situação atinge principalmente profissionais da Educação, além de aposentados e pensionistas, que, até o momento, não receberam os vencimentos. “Hoje já é dia 20, e muitos aposentados ainda não receberam nenhum centavo do salário de dezembro. São pessoas que trabalharam a vida inteira, contribuíram por décadas com o serviço público e, justamente no momento em que mais precisamos de segurança e respeito, temos nossos direitos ignorados. Aposentadoria não é favor, é direito garantido por lei,” destacou uma professora aposentada.

De acordo com o SINDSMUF-PE e SINDUPROM-PE (sindicatos que respondem pela categoria), o pagamento foi realizado de forma parcial e desigual. Apenas parte dos profissionais da Educação teve os salários depositados, enquanto outros servidores da mesma área e da mesma função continuam sem receber. A situação é considerada ainda mais grave no caso dos aposentados e pensionistas, que permanecem sem qualquer repasse. As entidades sindicais afirmam que a liberação parcial não resolve o problema e aumenta a insegurança entre os trabalhadores, além de levantar questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão municipal e sobre a real situação financeira do município. Segundo os sindicatos, havia suplementação orçamentária aprovada para o pagamento integral dos salários de dezembro.

Diante do atraso, servidores realizaram um protesto no último dia 12 de janeiro, no Centro da cidade, cobrando explicações e a regularização dos pagamentos. A mobilização foi organizada pelos sindicatos e contou com a participação de servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Em nota, as entidades destacam que o atraso salarial tem provocado dificuldades financeiras, endividamento e impactos emocionais nos trabalhadores, que dependem do salário para manter suas famílias. Os sindicatos também alertam para o risco de comprometimento do início do ano letivo, já que a categoria mantém indicativo de assembleia geral e estado de greve, até que todos os salários sejam pagos. O espaço permanece aberto para manifestação da gestão municipal.

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