Atraso de três meses no repasse do Proupe gera insegurança entre os estudantes da Facape

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DCE - Facape3O atraso de três meses no repasse das verbas do Governo de Pernambuco às autarquias municipais, para o funcionamento do Programa Universidade para Todos em Pernambuco (Proupe), tem gerado insegurança aos estudantes da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).Segundo o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Facape, Adonjones Fernandes, atualmente o déficit no repasse para a instituição já chega a R$ 450 mil. “Só na Facape, cerca de 1.200 alunos são beneficiados com a bolsa. Devido à falta de repasse do Governo do Estado, algumas autarquias já estão entrando em greve por tempo indeterminado, a exemplo do CESA (Centro do Ensino Superior de Arcoverde)”, disse Adonjones, em entrevista ao Blog.

Apesar da falta de repasse, o presidente do DCE disse que “os gestores da Facape informaram que até o momento as contas estão sendo pagas, e os investimentos que deveriam ser feitos foram suspensos”. No entanto, segundo Adonjones, eles não sabem até quando.

De acordo com Marília Nunes, estudante do curso de Direito da Facape, a falta de repasses já começou a atingir os estudantes. “A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectec) informou que não haverá processo seletivo neste segundo semestre. O repasse não foi pago e não terá abertura para novos estudantes”, frisou.

Abaixo-assinado

Tentando levar o problema às autoridades políticas, O DCE, os Diretórios Acadêmicos (DA’s) e os alunos colaboradores decidiram fazer um abaixo-assinado para ser entregue aos deputados eleitos em Petrolina. “Vamos coletar mil assinaturas para serem entregues a Miguel Coelho, Lucas Ramos e Odacy Amorim, para que eles intervenham junto ao Governo do Estado em prol do Proupe. A gente, do diretório, tem por obrigação correr atrás disso”, pontuou Adonjones.

Para Marília, pedir ajuda aos deputados é uma tentativa de não deixar que a situação se agrave ainda mais. “Como os alunos poderiam mudar essa situação, já que não temos acesso direto ao governo? A gente quer se prevenir para não termos que chegar a esse ponto [de entrar em greve]. Além de nós, alunos, a sociedade tem que ficar ciente sobre o que está acontecendo”, avaliou a estudante. “Subentende-se que não seja regularizado o repasse, o valor vai cair no bolso do aluno, e vão ficar sem desconto”, ressaltou.

Segundo nota divulgada recentemente na página da Sectec na internet, o atraso foi atribuído à atual crise econômica que o País vive. “Isso tem criado diversos problemas de fluxo de caixa que afetam a execução de recursos alocados em orçamento. O Proupe é um dos programas afetados por tal estado de coisas”, diz um trecho da nota. O texto ainda ressalta que as medidas cabíveis para a solução do problema estão sendo tomadas, que “o Proupe é uma das prioridades do Governo de Pernambuco e que se planeja que editais de seleção para novos bolsistas sejam retomados a partir de janeiro de 2016.

“Falta de interesse”

Adonjones e Marília disseram que muitos alunos que são beneficiados pelo Proupe não estariam muito preocupados com a falta de repasse. “Fizemos uma assembleia estudantil, onde o coordenador do Proupe falou a respeito do programa, mas infelizmente muitos estudantes que são beneficiados pelo programa não compareceram para o debate”, lamentou Marília. O Proupe foi criado no ano de 2011, através da Lei Ordinária n° 14 430/2011, instituída pelo ex-governador Eduardo Campos. O programa oferece bolsas que custeiam a mensalidade de estudantes em 100%, 50% e 25%. Valem, respectivamente, R$ 245, R$ 135 e R$ 95.

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