Assembléia aprova reajuste em 5,9% e sindicatos ficam mudos na Bahia

por Carlos Britto // 18 de fevereiro de 2009 às 23:00

Depois de obstrução por parte do deputado Elmar Nascimento (PR), o qual, pediu verificação de quórum nas comissões temáticas, o plenário da Assembléia Legislativa da Bahia votou por acordo de lideranças no final desta tarde de quarta-feira, 18, o reajuste linear em 5.9% dos servidores estaduais, em vencimentos, soldos e gratificações dos cargos efetivos, dos cargos em comissão, funções comissonadas e proventos e pensões.

O aumento vale também para servidores do Poder Legislativo e para o governador, vice-governador e secretários de Estado. O governador passa a receber R$ 12 mil mensais e o vice-governador e os secretários R$ 10.300.

O líder do governo, Waldenor Pereira (PT) disse ao BJá que o reajuste tem um impacto significativo da ordem de R$225 milhões, em 2009, e que o governo, apesar da crise econômica mundial e que afeta o Brasil/Bahia se preparou para isto e pagará as folhas mensais sem sobrresaltos.

Já o líder da Oposição, deputado Heraldo Rocha (DEM) disse que a proposta do governo tem um verdadeiro efeito “Mandrake”, que desrespeita o funcionalismo, principalmente as categorias que recebem salário mínimo, “não concedendo a estes um percentual coerente com todas as promessas de campanha eleitoral”.

Segundo Heraldo, conceder 12.05% como fez o governo federal em relação ao reajuste do salário mínimo, seria possível “de acordo com os limites prudenciais – 46.20% – estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, frisou.

O deputado João Bacelar (PTB) lamentou, no entanto, que os sindicatos da categoria dos servidores ficassem completamente omissos no processo e aceitassem calados um reajuste de 5.9% abaixo da inflação e do mínimo. Segundo João, o peleguismo tomou conta desses sindicatos.

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