Às vésperas dos 99 anos do PCdoB, Professor Robério Granja enaltece história do partido e minimiza coadjuvância

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Comunistas de todo o país estão às vésperas do aniversário de 99 anos de fundação do PCdoB, a ser comemorado nesta quinta-feira (25). A legenda tem na sua base a luta pelo socialismo no Brasil, erguendo bandeiras ligadas aos interesses da classe trabalhadora, à soberania nacional e à democracia popular. Tem sido assim até hoje. Em Petrolina, o professor Robério Granja faz uma breve análise desse histórico de atuação do partido.

Presidente municipal e membro da executiva do PCdoB em Pernambuco, Robério lembra que o partido nasce justamente em meio a fatos que mexeram com a vida do país, a exemplo da Revolução Russa (1917), e das primeiras greves de operários (em 1918). Em 22, ano de fundação da legenda, a cena cultural era sacudida com a Semana de Arte Moderna, em São Paulo. “Existia no Brasil um ambiente de muito debate, de muita efervescência”, pontuou.

Nesse ano, um congresso em Niterói (RJ) que reuniu dezenas de comunistas de alguns Estados – de operários a profissionais liberais – resultou na escolha de seis delegados responsáveis por fundar o PCdoB. “De lá para cá nosso partido participou de todas as lutas do povo brasileiro”, frisa Robério. Entre esses momentos estão a Aliança Nacional Libertadora, as eleições presidenciais e o processo de modernização industrial do Brasil, que até a década de 40 era um país eminentemente agrário.

Segundo Robério, essa luta trouxe avanços importantes como a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no Governo primeiro governo de Getúlio Vargas, a Petrobras (após o lema ‘O petróleo é nosso’) e a fase da indústria automobilística na gestão de Juscelino Kubtischek. Também com Getúlio o partido conseguiu ver implantada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), outra grande conquista para a classe trabalhadora. “O partido nasceu com esse viés de buscar com que o país saísse do atraso e se transformasse num país mais avançado”, analisou.

Coadjuvante

No cenário atual, o PCdoB faz oposição ao Governo Bolsonaro. Robério lembra, inclusive, que a legenda foi uma das que conseguiram aprovar o auxílio emergencial de R$ 600,00 para as famílias afetadas pela pandemia de Covid-19. O presidente da República, Jair Bolsonaro, defendia uma proposta inicial de R$ 200,00.

Com uma representação consistente, que tem à frente a vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos, o PCdoB tem visibilidade nacional suficiente para manter sua história viva. Por este motivo, Robério diz não se incomodar com comentários de que o partido é “um coadjuvante de luxo” no cenário político do país, e atribui esses comentários ao fato de o PCdoB ter sido colocado na clandestinidade por Getúlio. “Em 99 anos de história, o PCdoB teve parlamentares cassados e passou mais da metade desse tempo como partido clandestino”, concluiu.

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