Artigo: Supervisor de cultura do Sesc Petrolina comemora 6ª edição do ‘Aldeia Vale Dançar’

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Mais uma vez o ‘Aldeia Vale Dançar’, promovido pelo Sesc Petrolina, conquistou sucesso de pública e deixou seus organizadores satisfeitos. Essa é a avaliação do coreógrafo e supervisor de cultura do Sesc, Jailson de Lima. Neste artigo enviado ao Blog, ele comemora o resultado da 6ª edição do evento. Confiram:

Jaison-Lima-1_144x200/CLAS ComunicaçãoPetrolina, um Vale que dança. Decididamente, a linguagem da dança é hoje uma referência em todos os quadrantes desta cidade e de todo o Vale do São Francisco. Se, por um lado, esta “Terra dos Impossíveis” surpreende no cenário nacional e até internacional com a produção e exportação de frutas para todo o mundo, por outro ângulo nos alegramos com o surgimento de inúmeros grupos artísticos e, com eles, novas possibilidades de diálogos na contemporaneidade.

Um dos exemplos mais felizes desta nova cena ribeirinha foi a realização, entre os dias 13 e 27 deste mês, da sexta edição do Aldeia Vale Dançar – Festival de Dança do Vale do São Francisco. Uma grande celebração da arte que levou a dança aos palcos, ruas e praças de Petrolina, fazendo um encantador diálogo com a música, cinema, literatura, teatro e artes visuais.

Promovido pelo Sesc Petrolina, o festival contou com excelentes espetáculos de grupos locais e de várias partes do país, inclusive grandes montagens trazidas pelo Palco Giratório – projeto do Departamento Nacional do Sesc. Durante todos os dias, compartilhamos a satisfação dos bailarinos e coreógrafos com as apresentações sempre prestigiadas por um público, ao mesmo tempo, carinhoso e participativo. Os bate-papos após as apresentações animavam tanto as sessões realizadas nas novas e aconchegantes dependências do teatro Dona Amélia – extraoficialmente inaugurado durante o Aldeia Vale Dançar, quanto no palco do Bambuzinho, pelas ruas do centro e ainda, durante as oficinas nas escolas pelos bairros da cidade.

Foram 15 dias de pura entrega, troca e encontros entre diversas vertentes da dança, a exemplo do balé clássico, dança popular, de salão, de rua, do ventre e dança contemporânea. Tivemos companhias de lugares como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Triunfo, Olinda, Petrolina e Juazeiro. Geramos experiências e aprendizados mútuos com as discussões, os fazeres, contextualizações e apreciações.

Dentre as ações formativas que permearam toda a programação, destacamos o Seminário Pensamentos de um corpo que dança e os projetos desenvolvidos pelas produções locais: Dois minutos para dança, Conversa sobre dança e Circuito itinerante de dança. Mas certamente os dois momentos mais marcantes e que muita gente não vai esquecer foram o cortejo Dançando na Rua – no último dia 19 – e o Overdança – no encerramento, que levou no último sábado o maior público ao Sesc desde a primeira edição do festival.

Pensar que na década de 80, nessa mesma terra onde o rio corre, ecoava o som de um batuque e com ele nascia o Batuk-ajé, grupo de dança popular inspirado na cultura negra, semente plantada pelo sonho que gerou esse movimento no Vale do São Francisco. Há quem diga que nesse Vale tudo em que se planta dá, então lançamos sementes, apreciando imagens de corpos que cresceram irrigados pelas águas do Velho Chico e alimentados de sonhos. Aqui a diversidade mostra seu corpo em cores múltiplas, aromas das frutas e vinhos de sol, abraço sonoro em quem chega, saudade tenra em quem parte.

Jailson de Lima/Supervisor de Cultura-Sesc Petrolina

2 COMENTÁRIOS

  1. Fico muito feliz com os resultados desta sua tragetória e que com certeza vai levá-lo muito mais longe.
    Do BATUK-AJÉ AO QUALQUER UM DOS DOIS Valeu Jailson, Parabens a voce e toda equipe

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