Artigo do leitor: “Um sacrifício que não faz barulho, mas que fere fundo”

por Carlos Britto // 27 de janeiro de 2026 às 20:00

Foto: Google Street View/reprodução

Neste artigo, a leitora Soraide Cavalcanti chama a atenção para o risco silencioso de desaparecimento das escolas tradicionais de Petrolina, instituições que marcaram gerações e ajudaram a construir a identidade educacional da cidade. Ao refletir sobre o avanço de grandes redes de ensino e o fechamento de escolas com raízes comunitárias, ela destaca a importância de preservar a memória, os valores e o pertencimento como partes essenciais de uma educação verdadeiramente humana.

Confiram:

Petrolina sempre foi terra de escola com alma. Escola que conhece o nome do aluno, que conhece a família, que caminha junto, que educa com afeto, valores e pertencimento. Instituições de raiz petrolinense, construídas com esforço, fé e compromisso com a comunidade.

Mas hoje, mesmo essas escolas se modernizando, conectadas às ferramentas do futuro, abrindo espaço para inovação e tecnologia, elas estão perdendo terreno. Perdendo espaço para grandes redes educacionais que chegam fortes, padronizadas, e deixam à deriva quem sempre esteve aqui.

Algumas dessas escolas estão fechando as portas. Outras seguem capengando, resistindo como podem, tentando sobreviver, tentando não ser engolidas. E quando uma escola tradicional fecha, não fecha só um prédio. Fecha uma história. Fecha um sonho. Fecha um pedaço da nossa identidade.

Defender essas instituições não é resistir ao futuro. É garantir que o futuro não apague nossas raízes. É lembrar que progresso sem memória é vazio, e que educação de verdade também se constrói com pertencimento, humanidade e amor pela terra onde se pisa.

Soraide Cavalcanti/Leitora

Artigo do leitor: “Um sacrifício que não faz barulho, mas que fere fundo”

  1. Sempre alerta disse:

    Escola publica da livros, cadernos, refeiçoes e lanche de graca, ta dicil pais pagarem material escolar transporte, e mensalidade que chegam a quase mil reias em escola particular

  2. Kleber disse:

    Será mesmo que as escolas tradicionais ainda tem alma?
    Meus filhos saíram do Dom Bosco exatamente por isso! Depois da saída de Terezinha Teixeira, foi só ladeira abaixo.

  3. Ednilson disse:

    A melhoria da qualidade da educação municipal é nítida, várias escolas com tempo integral, climatização, refeições de qualidade a construção e reforma das unidades escolares, o acolhimento as crianças com necessidades especiais é outro diferencial. Por esses e outros motivos as escolas de ensino infantil e fundamental particular tem perdido espaço. Já as escolas de alto padrão tem um público com elevado padrão aquisitivo que se dispõe a pagar elevada mensalidade.

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