Artigo do leitor: O livro de Osvaldo Coelho e a emoção de Mauriçola em forma de poesia

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Foto: Edvaldo Franciolli

Conhecido músico e compositor juazeirense, Carlos Maurício Dias Cordeiro (Mauriçola) utilizou sua conta no Instagram na tarde desta sexta-feira (6) para comentar uma apresentação especial que fez ontem (5), no lançamento do livro ‘Perfil parlamentar’ – obra escrita em 391 páginas que conta a trajetória pessoal e política do ex-deputado federal Osvaldo Coelho, falecido em novembro de 2017.

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Por minha PETROLINA também!!

Às vezes sou intempestivo numa trincheira vazia na defesa de Juazeiro contra si mesma. Nunca discuti ou briguei com nenhum petrolinense, no deserto deste embate de comparações desnecessárias entre duas histórias, duas cidades diferentes. Uma geopolítica encravada ao longo de muito tempo. Petrolina maior, sempre soube o tamanho de sua grandeza e sempre soube respeitar os valores humanos de Juazeiro. Os verdadeiros valores de Juazeiro.

Ganhei festivais em Petrolina e nenhum na minha terra. Aliás, venci uma etapa do “Canta Bahia”, da Rede Bahia de Televisão, e amarguei desclassificações frias. Ontem Adalberto Coelho disse que Petrolina é de todos que chegam para trabalhar e prosperar: “aqui não existem forasteiros”. Pois é, eu fui o vencedor do concurso nacional para escolha do hino do centenário de Petrolina em 1995, Fernando Bezerra Coelho prefeito. Logo eu, um filho de Juazeiro destemperado, como um “incauto” e desterrado ufanista de mim mesmo.

Ontem, numa noite luminosa, diante da família Coelho (do deputado federal Osvaldo Coelho) e uma plateia apaixonada por Petrolina (fizeram um silêncio como se fosse João Gilberto cantando no Japão) cantei o hino, travei minha voz, tremi de emoção diante da emoção de todos que lotavam “o solar” da família na Petrolina antiga. 

Fui muito aplaudido e festejado. Cantei ao lado dos filhos, da viúva Dona Ana Maria Coelho, do irmão Adalberto e netos do deputado Osvaldo, no lançamento de um livro em sua homenagem, escrito por um jornalista de Brasília. Vou dizer mais o quê? Atravessei a ponte e na JR com alguns amigos, bebi cerveja e não briguei mais.

Petrolina me deu uma noite de paz. Fui levado pelo poeta e jornalista,Carlos Laerte, e Carlos Britto estava lá. Na minha vibração.

Carlos Maurício Dias Cordeiro/Cantor e compositor

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