Artigo do leitor: “O dia em que a Câmara de Petrolina disse ‘não’ a Marco Maciel”

por Carlos Britto // 18 de junho de 2021 às 10:33

Foto: arquivo/divulgação

Neste artigo enviado ao Blog, o leitor Flávio Cabral relembra o histórico – e triste – dia em que a Câmara Municipal de Petrolina disse ‘não’ ao então vice-presidente da República, Marco Maciel, ao reprovar um projeto de Decreto Legislativo concedendo título de Cidadão Petrolinense ao político pernambucano (falecido no último dia 12 de junho).

Confiram:

Eu te amo, Petrolina!

…embora já tenha sentido vergonha de ser petrolinense.

Em 1995 a Câmara de Vereadores de Petrolina rejeitou o Projeto Legislativo que concedia a Marco Maciel, recém eleito vice-presidente da República Federativa do Brasil, o título de “Cidadão Petrolinense”.

Acredito que na história da egrégia Câmara de Vereadores de Petrolina, foi a única vez que um projeto de concessão de título de cidadania petrolinense foi reprovado.

Sob o aspecto da legalidade, não há absolutamente nada de ilícito no  gesto dos edis daquela legislatura (1993/1996). Essa concessão é uma prerrogativa exclusiva dos nossos legítimos representantes, que estavam exercendo seu pleno direito, uma vez que foram democraticamente eleitos para legislar em nome de todos os petrolinenses.

Sob o aspecto da coerência, uma palavra define essa atitude: “mesquinhez”.

Na mesma época, a Câmara de Vereadores de Juazeiro/BA, por iniciativa do Vereador José Carlos Tanuri (In Memoriam), concedeu a Marco Maciel o título de “Cidadão Juazeirense”.

Marco Antônio de Oliveira Maciel começou sua brilhante carreira política como Deputado Estadual, sendo majoritário em Petrolina. Depois foi Deputado Federal, Presidente da Câmara dos Deputados, Governador de Pernambuco, Senador, Ministro de Estado e Vice-presidente da República.

Mesmo tendo se tornado um político de dimensão nacional, a relação de Marco Maciel com Petrolina continuou muito forte.

Enquanto isso, a Câmara de Vereadores de Petrolina continuou concedendo “Títulos de Cidadão Petrolinense” numa proporção de mais de 40 títulos por ano. Já tendo concedido mais de 1.000 desde esse triste episódio até hoje, todos merecidos e inquestionáveis.

Desculpe, minha querida Petrolina, mas esse lamentável fato envergonha a todos os petrolinenses, os aqui nascidos, como eu, e os que te escolheram como “Terra Mãe”.

Flávio Cabral/Leitor

Artigo do leitor: “O dia em que a Câmara de Petrolina disse ‘não’ a Marco Maciel”

  1. Rogério disse:

    Parabéns Flávio Cabral, por não baixar a cabeça para alguns políticos ipocritas que temos em nossa cidade, e que agora por Marco Maciel morreu, tão querendo indeusar, se um dia já tocaram os pés.

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