Artigo do leitor: “As pedras no caminho do crescimento brasileiro”

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Para o leitor Rodolfo Albuquerque, de 23 anos, o país precisa definitivamente de uma pauta que possa tirar “as pedras do caminho” que insistem em atrapalhar o crescimento econômico do Brasil.

Confiram neste artigo enviado por ele ao Blog:

O Brasil é um país que tem tudo para dar certo. Eis uma frase que é puro clichê, mas que traz uma grande verdade. Nosso país possui um enorme potencial, recursos naturais extraordinários, um posicionamento estratégico no globo, um povo talentoso e com espírito empreendedor, entre outros pontos positivos, que nos torna um país propício para o crescimento e o desenvolvimento. Porém, tal como nos versos Carlos Drummond de Andrade, há pedras no caminho desse crescimento.

A burocracia, a política tributária ultrapassada, a baixa oferta de crédito e a falta de incentivos ao empreendedorismo no Brasil são algumas dessas pedras, que comprometem a competitividade dos negócios brasileiros no comércio exterior, além de atrapalhar a obtenção de um melhor desempenho no cenário interno. Vivemos esses e outros desafios todos os dias, há muitos anos, e isso vem frustrando o povo brasileiro, em especial, quem empreende neste país.

Esse é um cenário constrangedor, principalmente se analisarmos os números obtidos pelo relatório Doing Business 2018, com um ranking global montado pelo Banco Mundial, que mede o ambiente de negócios no mundo, o impacto das regulamentações e a facilidade para fazer negócios, com base numa série de estudos e indicadores. Nesse ranking, o Brasil ocupa a 109ª posição.

É isso mesmo que você está lendo. Somos uma das 10 maiores economias do mundo, no entanto, ocupamos a 109ª posição no quesito “facilidade para fazer negócios”, perante todos os outros países do mundo. Já no quesito comércio internacional, somos o 139º país. No quesito “abrir uma empresa”, ocupamos a 176ª posição, com um tempo médio de 20 dias para a abertura de uma empresa e a necessidade de realizar 11 procedimentos para efetuar o processo. É mais que o dobro do tempo médio para abertura de empresas na América Latina e Caribe, que é de 8 dias.

Quando se fala em pagamento de impostos e legislação tributária, o cenário é ainda pior. Ocupamos a 184ª posição, uma das últimas do ranking, em virtude da nossa elevada carga tributária. Temos a 6ª pior legislação tributária do mundo e o indicativo de que as empresas brasileiras gastam, em média, 1.958 horas por ano para calcular e pagar impostos.

Outro aspecto que preocupa, em especial, quando pensamos nas micro e pequenas empresas (MPE’s), é a dificuldade para ter acesso ao crédito em condições competitivas. De acordo com o relatório, somos o 105º país no quesito “obtenção de crédito”, o que impede o crescimento e a expansão das atividades de milhares de MPE’s, que tem alavancado os índices de geração dos empregos formais em meio à intemperes econômicas, afetando também outras milhares de empresas de outros portes.

Diante de tudo isso, fica evidente que só há um meio para retirar essas pedras do nosso caminho, que é o desenvolvimento e a implantação de uma agenda que verdadeiramente torne o país mais competitivo, com a desburocratização dos processos, a revisão de regulamentações excessivas, a retomada da abertura de crédito via bancos estatais, além da revisão da política tributária aplicada atualmente, que tolhe o crescimento e que atrasa o Brasil. É uma pauta ampla, reformista e urgente para superarmos esses índices e permitir que o nosso país possa experimentar novos ares na prática empreendedora e na celebração de novas conquistas no comércio com outros países, que necessitam dos nossos produtos e serviços, com mais liberdade e incentivo.

O novo Governo Federal deve pautar essa agenda o quanto antes, aproveitando o capital político concedido pela vitória nas urnas e a boa vontade de uma parcela considerável dos parlamentares com o novo governo. Aliás, é um dever do Congresso abraçar essa pauta, que verdadeiramente irá influenciar a abertura de novos negócios, o desenvolvimento dos negócios que já existem, a geração de empregos, entre outros fatores estratégicos para o crescimento. Essa é a verdadeira reforma que o Brasil precisa agora, promovendo a ruptura com práticas arcaicas que afetam o ambiente de negócios do país.

Rodolfo Albuquerque/Estudante de direito e de comércio exterior/Vice-Presidente da Juventude do PR em Pernambuco/ candidato a Deputado Federal em 2018

1 COMENTÁRIO

  1. A pior praga do Brasil hoje se chama “POLÍTICOS LADRÕES”, se criou no pais uma cultura que o político tem que roubar, em tese séria representante do povo, mas na prática políticos defendem interesses próprios a da clã dos municípios onde eles moram. Temos leis ruins no pais, que são criadas pelos próprios legisladores corruptos visando a defesa futura deles próprios. Aqui funciona a lei do Gerson “levar vantagem em tudo”, baseado nisso e um judiciário que não funciona propositalmente contaminado pelos próprios políticos sujos, processos contra roubo deles levam anos até prescrever. Temos estatais contaminadas por políticos sujos que viraram cabides de empregos, prestam um péssimo serviço e servem apenas para engordar contas desses ladrões. É preciso moralizar, modernizar estatais, valorizar nossos profissionais por capacidade técnica e não por ser “lambe botas” e coniventes com políticos ladrões. Hoje alguns empresários pegam o dinheiro para investir na empresa dele e criar empregos, acabam comprando lanchas e aviões de luxo, é preciso separar maus e bons empresários pra concessão de empréstimos. O ser humano é igual em qualquer lugar do planeta, não precisa nosso cidadão ter que ir para o exterior para ser melhor preparado, o governo precisa modernizar e reestruturar Universidades para formar profissionais bons como qualquer pais do mundo. Se o novo presidente Bolsonaro poder colocar ordem e começar a moralizar instituições, por políticos ladrões na cadeia, como propõe, teremos um grande avanço para o progresso do pais.

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