Artigo do leitor: “A maldição do Forró da Espora”

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Foto/reprodução Internet

Aborrecida pela realização do tradicional Forró da Espora, que encerra o calendário dos festejos juninos de Petrolina, acontecer no Estádio Paulo de Souza Coelho (em plena área residencial), a professora Elisabet Gonçalves Moreira faz um desabafo.

Confiram:

Há décadas morando ao lado do estádio de futebol de Petrolina, o evento público chamado Forró da Espora, finalizando as comemorações do São João na cidade, tornou-se uma tortura para os moradores das imediações, um bairro majoritariamente residencial. O que inclui também a Casa Geriátrica, com idosos carentes de repouso.

Não se consegue dormir, o som a todo volume, a noite inteira. Ano passado encaminhei um ofício/abaixo-assinado para a Secretaria de Cultura do município e, perplexa, vi agora a limpeza das calçadas ao redor do estádio. A confirmação de que o Forró da Espora será ali mesmo veio certeira.

Tenho cópias do abaixo-assinado. Reitero aqui os itens principais expostos no documento.

1.Existe um local retirado do Centro, o pátio de eventos, próprio para festejos desta natureza e que, por razões desconhecidas ou interesses comerciais, não é considerado. Queremos deixar bem claro que não somos contra o evento, uma “tradição” dos festejos juninos na cidade, mas contra o local.

2.Nós, moradores, estamos também à espera das praças neste entorno ao longo de décadas, sem qualquer atenção. Espaços públicos, cercados por cordas, que são utilizados como estacionamentos de ocasião, cobrando-se o “serviço”.

3.Existe a Lei do Silêncio depois das 22 horas, o que não é absolutamente respeitada. Por onde anda a fiscalização ou o Ministério Público para checar tais infrações e abusos?

Enfim, não pudemos contar com a compreensão dos planejadores do evento como esperávamos. Nem com nossos representantes na Câmara Municipal. Os argumentos para que o Forró da Espora seja no estádio sempre foram absolutamente inconsistentes, atendendo a interesses subjetivos. Não seria muito melhor que este forró fosse no Capim, onde já acontece a Jecana, ou outro local mais adequado?

Aliás, seria interessante perceber: quem são os vaqueiros de hoje? A maioria, basta observar, são vaqueiros de vaquejadas, e não representantes do ofício.

Enfim, fica aqui registrado mais uma vez nosso protesto. Ouvidos moucos ou indiferentes fazem parte desta história de reinvindicações dos munícipes. Pagamos caro o IPTU e esperamos um governo que ouça os cidadãos e que respeite leis públicas.

Petrolina, 14 de maio de 2018.

Elisabet Gonçalves Moreira/Professora

31 COMENTÁRIOS

  1. É uma tradição esse forró, a maioria dos granfinos que moram por ai gostam de irem pra o interior ou chacaras na beira do velho chico mais o povão vim para a cidade gera mal estar, que indessencia é essa, vamos deixar de ipocresia e tentar ser mais humanos pelo menos, deixem o forror comer no centro, todos vão para o São João do vale e ninguém diz nada, quero ver quantos oficios alguem encaminhou por conta do son muito alto no bairro Cosme e Damião, só bla bla bla a pobresa pode se ferrar, no centro uma noite e na periferia nove noites, onde está a coerencia será que não tem idosos lá também.

  2. É uma tradição esse forró, a maioria dos granfinos que moram por ai gostam de irem pra o interior ou chacaras na beira do velho chico mais o povão vim para a cidade gera mal estar, que indessencia é essa, vamos deixar de ipocresia e tentar ser mais humanos pelo menos, deixem o forror comer no centro, todos vão para o São João do vale e ninguém diz nada, quero ver quantos oficios alguem encaminhou por conta do son muito alto no bairro Cosme e Damião, só bla bla bla a pobresa pode se ferrar, no centro uma noite e na periferia nove noites, onde está a coerencia será que não tem idosos lá também.

  3. Frescura dessa mulher. Neste exato momento (23:10h – 16 de junho) o espaço de eventos “O JARDIM” (que fica também próximo à casa dela) está fazendo um barulhão. E vão até às 2 da madrugada ou mais. Vejam se ela vai lá reclamar. Não vai.
    Então fique quieta e deixe o povão se divertir. Eu acho muito legal as músicas que eles tocam no forró da espora. Não me incomodo nem um pouco. E vou além! Todos os sons são trazidos pelo vento aqui para a região da vila Mocó / Paulo Afonso e imediações. Não é o forró da espora que será o pior de todos não.

  4. Com todo respeito Professora Elisabet! Me dói a alma ler um artigo deste recheado de preconceito, a festa incomoda por o público ser um monte de “cabras” vestidos de couro com seus cavalos suados defecando nas ruas, gente de vestimentas rudes, cabelos despenteados, gente que gente de fala simples que fala mais de bichos (boi , bode, cavalo…) que de gente; eu sou dessa gente e cresci ouvindo o falácia de que era “forró de caatingueiro” como maneira de desprestigiar esse gente que manda comida pra cidade. Dona nós só vamos te incomodar neste dia, mas lembra que o logo no café da manhã precisará desta gente do forró. Ah! O Capim não tem idoso, as pessoas de lá seus ouvidos não ouvem barulhos depois de 22 horas.

  5. Uma vez no ano. É cada uma. O local adequado é lá mesmo. É tradição e já mudaram um ano e o efeito foi outro. O povo tá acostumado com a festa no estádio. Povo pra reclamar! Uma vez no ano. Sei não . Será que procurou saber se os idosos da Casa Geriártica acham ruim. Aquele povo é bem humorado. Gosta de uma musiquinha de vez em quando. É só uma noite.

  6. Apoiado todos os comentários. Falta tolerância para certas pessoas. Uma festa tradicional, uma vez no ano, para um público predominante de poucas posses, q muitos não tem como de locomover e o estádio é central e fácil acesso. As pessoas tem q aprender a respeitar e ter msintlleranxis com o outro. E. Não se encerrar no seu círculo burguês.

  7. Não pelo incômodo, pelo fato de não se ter mais vaqueiro, VAQUEIRO, não faz mais sentido este evento e mais, já que também não temos futebol aquela àrea poderia ser melhor útilizada.

  8. Oh professora, como seu ex-aluno me entristece tal opinião desnecessária e cruel. Apoiado todos os comentários. Falta tolerância para certas pessoas. Uma festa tradicional, uma vez no ano, para um público predominante de poucas posses, q muitos não tem como se locomover e o estádio é central e fácil acesso. As pessoas tem q aprender a respeitar e ter tolerância com o outro. E não se encerrar no seu círculo burguês e egoísta. Viva a o São. João. Viva o forro da espora. Viva o vaqueiro!

  9. Temos que respeitar a opinião de todos, isso é fato. Aqui vai a minha, temos que respeitar o máximo possível nossas tradições, acho que um dia só de alegria nesse bairro e no estádio acho que não causaria dano ou trauma algum para alguém, quantos anos o São João de Petrolina não foi no parque municipal??? E forao os melhores até hoje, então vamos ter um pouquinho de tolerância, um noite no ano faz mal não, obrigado!

  10. Moro na lateral do estádio na Rua Ana Nery e não vejo problema algum, até gosto da movimentação. O problema de hoje é a intolerância, essa festa é uma tradição e só acontece uma vez ao ano. Ao meu ver isso é coisa de gente dondoca que quer se enclausurar em uma bolha.

  11. Infelizmente não se tem mais respeito com as tradições culturais da nossa cidade, digo nossa porque já me considero Petrolinense e sertanejo pois fui a dezesseis anos apresentado a esse mundo lindo do sertão, com o vaqueiro como principal figura do local, vindo de Recife a trabalho e a sete anos decidi vir em definitivo. Parabéns a tradição do forró da espora, e que esta festa fique no local onde a anos ela é feita, terminando com a missa do Vaqueiro na orla.

  12. Senhora professora não tem mais o que fazer? Por que a senhora acha que seus ouvidos e dos demais são diferentes dos nossos. que moramos na periferia? Duvido que reclamasse se fosse um show de Roberto Carlos. Seu problema quanto ao barulho é fácil de ser resolvido: coloque tampão nas orelhas, afinal são apenas algumas horas e deixe os vaqueiros se divertirem. VAQUEIROS ainda existem sim, novos, mais velhos não importa a idade. Meu sogro era vaqueiro de profissão e curtiu essa festa por longos anos, a fragilidade de seus mais de oitenta anos não impedia de curtir essa linda festa. Seus parentes ou amigos tinham o prazer de acompanha´-lo. Eu o admirava pela sua resistência pois conseguia ficar a noite toda na festa e em seguida ia assistir a missa que acontece fazendo o encerramento da festa. Por tudo isso e tudo o mais aqui citado pelos outros leitores, fica na tua senhora e seremos todos felizes!

  13. Já que se incomoda tanto, porque não vende a casa e vai morar na roça ouvindo o barulho dos grilos? Quantas denúncias a senhora fez ao MP contra o jardim que sempre tem festas a noite e com música ao vivo? Nesse dia viaje ou vá para um hotel na orla e deixe o povo se divertir.

  14. Pelo menos para isso aquele elefante branco tem que servir. Quando vão deixar de demagogia e vão vender mesmo? Aquele lugar seria perfeito para um novo centro de compras. Ninguém liga para futebol, ainda mais para esses timecos daqui, o povo gosta de novidade e um centro de compras moderno bem no centro da cidade faria muito sucesso.

  15. O discurso da professora mais parece uma tentativa de segregação. Talvez o verdadeiro incômodo dela seja ver o espaço do seu bairro, com imóveis de alto valor, receber a confraternização de sertanejos e trabalhadores rurais em sua maioria. Professora, essas pessoas trabalham o ano inteiro para produzir a maior parte do nosso alimento e sofrem as dificuldades do país como ninguém. Não há problema algum que elas festejem em um espaço público da cidade durante um final de semana todas as tradições que já fazem parte do calendário junino da nossa região.

  16. Interessante esta postagem. Apenas 1 dia o forró da espora. O Pior é o local o São João da vale. Quem mora por traz do parque de eventos estão com sérios problemas. Muita poeira. Com a poeira adoecemos ficamos vários dias sem dormir direito com tanto barulho. Quando termina vem o povo na ruas gritando e ai no outro dia vamos trabalhar morrendo de sono.
    E ainda para ferrar passaram umas máquinas nas ruas causando um transtorno com a terra toda solta. Na realidade somos esquecidos pelos governantes. Só aparecem no período eleitoral para pedir voto e somem depois. É uma vergonha.

  17. BEM VINDOS, VAQUEIROS e familiares, UM DIA de festa no centro-Estádio nunca será incômodo para homenagear que desbravou a caatinga nordestina, ao contrário, é pouco demais.

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