Artigo do leitor: “O ‘Mundo’ em Davos consagra a força do conceito da sustentabilidade”

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Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Uma das grandes equações das últimas décadas tem sido encontrar uma solução viável para o desenvolvimento econômico sem prejudicar o meio ambiente. Assunto, inclusive, que dominou a pauta do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na última semana. Nesse artigo enviado ao Blog, o ex- secretário de Planejamento de Petrolina , Zacarias Ribeiro Filho – mestre em Dinâmica do Desenvolvimento do Semiárido –, volta ao tema e joga luz sobre os princípios básicos da sustentabilidade e liberalismo.

Acompanhe:

A Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu o desenvolvimento, desde 1990, como o maior desafio da raça humana; estudiosos do tema entendem que não há nenhum outro conceito no pensamento moderno que tenha a influência comparável sobre a maneira de pensar e agir do comportamento humano, tal como se percebe no conceito de desenvolvimento.

Os mercantilistas, fisiocratas e clássicos passaram mais de 200 anos afirmando que desenvolvimento e crescimento econômico são a mesma coisa. O maior estudioso do liberalismo foi Admam Smith.

Keynes foi considerado no contexto do pensamento da economia como um dos principais críticos ao liberalismo. Suas teses caíram como uma luva para os defensores do intervencionismo econômico.

A reunião de Estocolmo em 1972 incorporou o meio ambiente na agenda mundial. Hoje, o mundo entende o desenvolvimento como um fenômeno multidimensional, formado por uma constelação de relações com um grau de complexidade de “leitura” elevadíssimo. Nesta direção, a ONU, buscando viabilizar o aprofundamento e entendimento desse fenômeno, sugere estudos envolvendo a integração das dimensões econômica, social e ambiental.

Os princípios básicos dos paradigmas do liberalismo como: a mão invisível de Admam Smith; do intervencionismo – a ação do estado na economia como objetivo de atingir o pleno emprego de Keynes, e o conservadorismo ambiental, de Estocolmo, na lógica da sustentabilidade, não são conflitantes; ao contrário, são complementares. Daí a inexorabilidade do conceito da sustentabilidade, que, já em 2019 em Davos, vaticinou que os dias em que os governos e as empresas só pensariam em seus próprios resultados chegaram ao fim. Em Davos de 2020 as questões já tomaram outra dimensão: “Industria turística promete menos plástico e mais sustentabilidade”; “Davos “enquadra” o Brasil por questões ambientais, e governo se mexe para não perder trilhões” “O Meio ambiente domina no fórum Econômico Mundial em Davos

Para Darwin, a palavra desenvolvimento passou a ter uma concepção de transformação, vista como um movimento na direção da “forma mais apropriada”. Esta “forma mais apropriada” pode ser entendida como sustentabilidade, a ser alcançada com o equilíbrio entre a Eficiência Econômica, Equidade Social e Cuidado com o Meio Ambiente.

Esse equilíbrio implica em desafios: Como alcançar a eficiência econômica, sem prejudicar o meio ambiente? Como promover a equidade social também sem prejudicar o meio ambiente? Como cuidar do meio ambiente sem impedir os avanços econômicos e sociais? A ONU, em tese pensou nesses desafios e, em 2015, propôs a AGENDA 2030 estabelecendo 17 objetivos na direção da sustentabilidade global.

A bola da vez é a inovação e tecnologia voltadas para a sustentabilidade.

Ariano Suassuna diz que o otimista é um tolo, o pessimista um chato e que bom mesmo é ser realista esperançoso.

Zacarias Ribeiro Filho/ Ex- secretário de Planejamento de Petrolina/Mestre em Dinâmica do Desenvolvimento do Semiárido pela Univasf

1 COMENTÁRIO

  1. Doisccomentários:
    1°) Conciso, direto e certeiro artigo de Zacarias Loureiro.

    2°) Difícil, quase impossível, encontrar, no atual formato deste sítio, como fazer um comentário: páginas e mais páginas de propaganda antes de se chegar ao DEIXE UMA RESPOSTA

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