Artigo: A estreia da nossa seleção contra o Japão

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Após a estreia da seleção brasileira contra os japonenses, ontem (15), pela Copa das Cofederações, o jornalista e colaborador do Blog, Will Carvalho, fez sua análise sobre a partida. Confiram abaixo:

brasil x japão/Foto: APBrasil e Japão fizeram ontem a abertura da Copa das Confederações no estádio Mané Garrincha, em Brasília (estádio que faz linda homenagem ao anjo de pernas tortas, embora, infelizmente, insistam em chamá-lo de estádio nacional, como mostram todas as placas sinalizadoras na capital brasileira).

O Japão não é nenhuma potência do futebol mundial e isso não é novidade pra ninguém. Entretanto, poucas pessoas esperavam vida fácil para os brasileiros. Os samurais têm evoluído ao longo dos anos. Com Honda jogando pelo meio e Kagawa pela ponta esquerda, a seleção nipônica tinha nos seus meias o caminho que poderia atrapalhar a vida dos donos da casa. Não foi dessa vez.

Logo aos três minutos, Marcelo, um dos melhores da partida, lançou Fred na entrada da área. O camisa nove tentou dominar no peito, mas a bola sobrou para Neymar, que encheu o pé e colocou no ângulo do goleiro japonês.

A seleção jogou a maior parte do tempo com o esquema 4-2-3-1, com Luiz Gustavo jogando às vezes quase como um terceiro zagueiro, à frente de David Luiz e Thiago Silva. Paulinho, mais adiantado, Hulk na direita, Neymar na esquerda e Oscar no meio. Fred era o centroavante à frente do trio.

Esse é um esquema que tem dado certo nos grandes clubes do mundo e pode dar certo com a seleção. O Bayern, atual campeão da Champions League, joga assim, com Ribery aberto na esquerda, Roben na direita e Kross ou Muller no meio. Mandzukic como centroavante. A seleção brasileira têm jogadores com essas características.

Com paciência nas horas certas, tocando bola, mesmo que na defesa, e alguns momentos de ímpeto, sobretudo nas tabelas entre Neymar, Oscar e Marcelo (o grande caminho ofensivo da seleção) o Brasil começa a mostrar evolução.

Ainda há muitas coisas a melhorar. O juazeirense Daniel Alves não está na sua melhor forma. Errou passes bobos, forçou cruzamentos e ficou disperso em alguns momentos da partida. Paulinho, que em alguns jogos ficava recuado demais, hoje, diversas vezes ficou muito na frente, o que impedia uma ligação entre a defesa e o ataque. A distância entre Luiz Gustavo -quase um zagueiro- e Paulinho -quase ao lado de Oscar- fazia com que faltasse qualidade na ligação, o que obrigou os zagueiros tentar ligação direta mais vezes que o aceitável.

Mas também houve coisa boa. Neymar se mostrou mais ousado do que vinha se mostrando ultimamente. Foi pra cima dos zagueiros, deu chapéu, pedalou, bateu a gol e fez um golaço. A movimentação de Oscar, apoiando Neymar e Hulk faz a diferença no ataque. Há um fio de esperança de que as qualidades individuais possam, com o passar dos jogos, contar com uma qualidade de time. Ao menos no que aconteceu dentro de campo, o brasileiro até que pode se dar por satisfeito. Já sobre abertura, representantes, acesso ao estádio e o bombardeio nos arredores do Mané Garrincha…

Notas:

Júlio César = 5.5

Daniel Alves = 5

Thiago Silva = 6.5

David Luiz = 6.5

Marcelo = 7.5

Luiz Gustavo = 6.5

Paulinho = 7.0

Oscar = 6.5

Hulk = 6.0

Neymar = 7.5

Fred = 6.0

Lucas = 5.5

Hernanes = 6.0

Jô = 7.0

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Will Carvalho/Jornalista

6 COMENTÁRIOS

  1. Só melhoraria a nota do Neymar. Pra mim ele foi pelo menos oito.
    Não entendi o comentário do Gonzagão; Qual foi o comentário desnecessário? Qual o problema com as notas? Se você pegar as notas da maioria dos jornalistas brasileiros, não vai destoar disso.

  2. Acho que a ideia é essa. O time tá mostrando evolução. Individualmente, nós temos bons nomes. Nos falta um time.
    As notas acho que estão na realidade. Eu não gostei do Daniel. Eles esteve um pouco disperso, errou passes.
    Hoje o Thiago Silva falou sobre essa ligação direta. Disse que o Felipão reprova, mas as vezes n da pra fazer diferente

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