A Trup Errante, o teatro ‘imaginário’ e o desabafo da vereadora

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trup errante_640x480Em clima de protesto, a companhia de teatro Trup Errante apresentou ontem (7) em Petrolina sua arte para quem quisesse admirar. O local escolhido para a apresentação do Recital “Palavras Ardentes” foi tão inusitado quando emblemático: no ‘buraco’ onde era deveria ter sido construído o Teatro Municipal.

Defensora das manifestações artísticas na região, a vereadora Maria Elena fez questão de prestigiar a apresentação do grupo. E pelas redes sociais não apenas deu seu testemunho, como atacou a falta de políticas públicas para o setor.

“Eu estava lá e assisti a um belo Recital “Palavras Andantes” de vários autores, entre eles do poeta petrolinense Virgílio Siqueira, onde as várias manifestações, fortes e expressivas, se somavam pelas palavras, gestos e olhares…Se não fosse pela ambientação hostil que nos remetia a uma realidade que não queríamos existi-la, teria sido um fim de tarde perfeito. Até porque a proposta dos artistas ali reunidos era exatamente fazer e mostrar esse paradoxo vergonhoso, pela ausência do poder público municipal, que se reserva ao direito de lavar as mãos para a cultura”, criticou.

O gestor, quando assume um cargo público, assume também todo bônus, mas deve assumir também todo o ônus, e esse problema do Teatro Municipal dorme em berço esplêndido. Como se não existisse o grito estridente de um público que o reclama. E que bom que seja assim. Essa luta vai ganhar força em 2015. Quero comprá-la com vocês”, completou a vereadora.

5 COMENTÁRIOS

  1. A vereadora deve ter esquecido que a prefeitura mandou para Câmara um projeto de lei, cujo propósito era a venda do prédio do antigo colégio Motiva, tendo o valor arrecadado destinação certa: construção do Teatro Municipal. O projeto foi aprovado, mas o leilão foi suspenso pela Justiça, após manobra da Oposição.

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