Após anos de seca, chuvas mudam cenário de barragens no Sertão do Pajeú

0
Barragem Nossa Senhora de Lourdes/Ascom Compesa

As chuvas que causam aflição também são as mesmas que renovam as esperanças homem sertanejo. É o que vem ocorrendo este mês no Sertão do Pajeú. Após um longo período de seca, as chuvas caíram generosas, abastecendo com força a Barragem de Nossa Senhora de Lourdes (foto), no município de Solidão, e a Barragem José Antônio, em Santa Terezinha.

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), ambas saíram do colapso e estão em condições de abastecer as duas cidades.

As chuvas também recuperaram a Barragem do Travessão, localizada em Tabira, que atingiu a sua capacidade máxima – 270 mil metros cúbicos (m³) e está vertendo, a ponto de voltar a fornecer água para o distrito de Borborema, na zona rural do município. A Compesa também já providenciou o retorno da distribuição de água pela rede em Solidão. A previsão é de que os moradores de Santa Terezinha voltem a ter água nas torneiras até a próxima quarta-feira (25).

A população de Solidão (que entrou em colapso no mês de fevereiro deste ano), festeja a água acumulada na Barragem de Nossa Senhora de Lourdes. O manancial atingiu aproximadamente 40% do volume total, e já está abastecendo os 2,5 mil moradores da cidade.

A Barragem José Antônio, que estava seca desde dezembro de 2016, registra agora 26% da sua capacidade máxima, que é de 2 milhões de m³ de água. A Compesa realiza ajustes operacionais na Estação de Tratamento de Água (ETA) para voltar a abastecer a população de Santa Terezinha, de quase 12 mil pessoas. Em função do longo período que o sistema ficou desativado, os técnicos farão um acompanhamento do comportamento da rede de distribuição com o retorno da operação.

 Contribuição

O sistema de abastecimento da Santa Terezinha ainda recebe contribuição da Barragem do Tigre, que também conseguiu acumular água com as chuvas deste ano. Mas para utilizar água do Tigre, a companhia realiza um serviço de manutenção na adutora que transporta água da barragem até a ETA. “Nas duas cidades e no distrito de Borborema, vamos verificar o primeiro ciclo de abastecimento d’água e estudar a demanda de cada localidade para depois definir como ficará o calendário”, explica Gileno Gomes, gerente da Unidade de Negócios da Compesa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome