O apoio anunciado pelo Podemos à pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) acirra a disputa interna no campo governista pela vaga, com o Progressistas também na corrida pelo mesmo espaço na chapa majoritária.
O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil em Pernambuco recebeu declaração pública de apoio durante evento promovido pela direção estadual do Podemos, na última sexta-feira (8). O partido é a primeira legenda a anunciar formalmente suporte ao nome de Miguel na corrida pela Casa Alta.
O Podemos possui bancada de sete deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e oito prefeitos no estado, estrutura que aliados de Miguel avaliam como reforço relevante para ampliar sua capilaridade eleitoral em diferentes regiões de Pernambuco. “Somos o primeiro partido a declarar esse apoio, reforçando nosso compromisso com as mudanças que o nosso estado tanto precisa“, disse Marcelo Gouveia, presidente estadual do Podemos, ao anunciar a posição da legenda.
Miguel classificou o movimento como sinal de unidade em torno de um projeto coletivo. “O gesto que vocês estão fazendo, ao serem o primeiro partido a declarar apoio à nossa candidatura ao Senado, é um gesto de afirmação de quem acredita na força do trabalho, por meio da força política dos nossos partidos. Estamos dando um sinal muito claro e muito forte sobre qual é o futuro que queremos perseguir, construir e alcançar em outubro“, afirmou.
O apoio do Podemos chega em momento de turbulência para a posição de Miguel Coelho no palanque governista. Na mesma sexta-feira (8), o PP anunciou apoio à reeleição de Raquel Lyra em evento no Recife, e o presidente estadual da legenda, Eduardo da Fonte, sinalizou interesse em disputar o Senado na mesma chapa.
A movimentação é politicamente relevante porque o PP e o União Brasil operam em federação partidária em Pernambuco, e o Progressistas é a legenda com maior bancada na Alepe dentro dessa federação, com dez deputados estaduais, além de deter o controle da federação no estado.
Disputa interna
O retorno de Eduardo da Fonte ao campo de Raquel, depois de um período de afastamento da governadora, reacende a disputa interna pela vaga. No período em que Eduardo esteve distante do governo, o nome de Miguel ganhou espaço e passou a ser tratado como o principal nome do bloco para o Senado. Com a reaproximação do PP, esse espaço volta a ser disputado. A outra vaga de senador na chapa de Raquel deve ser destinada a Túlio Gadêlha, do PSD da governadora, mas o nome de Fernando Dueire (PSD) ainda não foi completamente descartado nesse xadrez. (Fonte: JC Online)


