Apesar do fim da greve da PM, saques continuam em Pernambuco

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centro_do_cabo_whatsappMesmo com o anúncio do fim da greve da Polícia Militar, na noite de quinta-feira (15), a onda de saques continua em Pernambuco. Em Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife, ao menos três estabelecimentos foram atacados por criminosos.

O delegado da cidade, Carlos Guimarães, confirmou que um dos alvos foi uma loja de eletrônicos. Até 1h desta sexta-feira, ninguém havia sido preso.

Também em Cabo de Santo Agostinho, criminosos saquearam um caminhão que transportava botijões de gás na BR-101. O crime ocorreu pouco antes do anúncio do fim da greve e foram levados cerca de 50 botijões, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

A Central de Plantões da Polícia Civil em Recife informou que depois da greve foram registrados casos de roubo e tráfico de drogas.

Durante a greve, iniciada na terça-feira (13), foram registrados saques e arrastões nos municípios de Abreu e Lima, Paulista, Olinda, Jaboatão dos Guararapes (todos na Grande Recife) e na capital pernambucana.

Um dos casos mais graves foi em Abreu e Lima, onde a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), que representa o comércio, estimou prejuízos de R$ 150 milhões, devido ao saque de 25 estabelecimentos.

Ação judicial

A CDL promete entrar na Justiça com uma ação contra o Estado por perdas e danos. Segundo a Polícia Civil, que manteve as atividades, 234 pessoas foram presas na Grande Recife durante a greve, sendo 102 em flagrante.

Os militares resolveram encerrar o movimento diante do aumento da violência no Estado e da multa de R$ 100 mil por dia imposta pela Justiça, que considerou a greve ilegal.

Os PMs pediam aumento salarial de 50% para praças (cabos e soldados) e de 30% para oficiais, entre outras reivindicações. Um soldado da PM recebe salário de R$ 2.409.

O governo manteve as propostas iniciais: reajuste de 14,55% em junho (acertado em 2011), incorporação da gratificação por “atividade de risco operacional” ao salário, quando militar for para reserva, ajustes nos critérios de promoção e melhorias na assistência médica e no hospital da PM.

Tropas do Exército e da Força Nacional de Segurança estão em Pernambuco desde a madrugada de quinta-feira e não têm previsão de irem embora. Segundo o Ministério da Justiça, elas ficam no Estado até a normalização do policiamento. (Fonte/foto: Folha PE)

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